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Último capítulo: Jardim florido e o Reencontro
(por CarolF, adicionado em 25 de Janeiro de 2004)
- Mãe, mãe! – chamava o garoto, impaciente.
Mariana virou-se de costas, sonolenta, cobrindo-se com os lençóis.
- Mãe, o café… você pediu…
Mariana não acreditava naquela voz rouquinha nos seus ouvidos.
- Que horas são, Tiago? – perguntou, embriagada de sono.
- Mãe!
Mariana o agarrou com os braços e o puxou para cima da cama, beijando as bochechas. O menino se desvencilhou dos braços de Mariana e abriu a janela, deixando entrar uma claridade de perder a vista.
- Tudo bem – disse Mariana, caminhando em direção ao banheiro – me espera lá na cozinha.
O menino saiu correndo feito um raio. Mariana olhou-se no espelho. Seus olhos estavam manchados com lápis preto. Meu Deus, pensou. Ficou um bom tempo no banheiro tentando se livrar daquela cara amassada. Do meio do apartamento já escutava a voz de Santiago ecoando por todos os cantos. O menino a esperava sentado na cozinha, com a mesa toda posta, cheia de pães e geléias. Fez dois desenhos com giz de cera e entregou junto com uma pequena flor de pétalas moles e murchas que provavelmente havia apanhado dias antes.
- Lindo, amor. Obrigada – disse Mariana, segurando a flor com cuidado para que não se despadaçasse.
Beijou os cabelos do menino.
- Não esqueça que hoje à noite é a minha formatura – disse, super sério.
Mariana e a empregada riram.
- É a primeira série! – disse o menino, com a testa franzida, tentando preparar um sanduíche.
- Ih, você lembrou de passar a beca dele? – perguntou Mariana.
- Sim, já está no guarda-roupa – disse a moça.
- Obrigada… você pode ir agora, se quiser.
Mariana olhou Santiago tomando iogurte.
- Tem que ir com a roupa por baixo da beca – explicou, pela décima vez.
Mariana apenas observava.
- O sapato tem que ser preto ou marrom – dizia, com bigode cor-de-rosa.
- Eu sei, amor. Já deixei tudo preparado. Vai dar tudo certo.
Lá estavam na grande noite do menino. Cerimônia, fotos, flores, banquete, fotografias e um bando de gente agitada e crianças correndo por todos os lados. Entrou a turma toda de Santiago em fila, acompanhados por uma música doce e guiados pela professora. Aqueles pequenos seres mal suportavam o peso das becas e subiam no palco com dificuldade. Santiago estava lá entre eles. Mariana emocionou-se. Nesses momentos, tinha certeza absoluta de que fez a escolha certa. Santiago era seu filho. Tinham o mesmo sobrenome.
Depois de todas as formalidades, Santiago veio até a mesa oferecer uma rosa para Mariana. Os dois se abraçaram. Com quase sete anos, já não era mais tão fácil pegá-lo no colo. Mariana o beijou no rosto. Algumas pessoas notaram aquele gesto. Uma mulher solteira de menos de vinte e cinco anos com um filho de seis chamava a atenção, mas tinha o seu charme e mistério, especialmente para alguns homens interessados completar a família daquela linda menina. Naquela noite um homem de terno azul tentava puxar assunto, cheio de gentilezas.
Já em casa, Mariana colocou o menino para dormir. Santiago não parava de falar, ainda agitado com a festa.
- Eu quero ser tenente igual o pai do Arthur.
Mariana sorriu, achando inusitado.
- É mesmo, Tiago? – disse, tentando vestir a calça do pijama.
- Sim – disse o menino – o pai dele sabe saltar de pára-quedas.
Mariana abotoou o pijama e o colocou na cama.
- O avô dele é general. Sabe comandar soldados – continuou dizendo, em tom teatral.
Mariana o beijou e arrumou as cobertas, acariciou os cabelos. O menino virou-se pra ela, com olhinhos brilhantes.
- Esqueci de te dizer…
Mariana ficou esperando ele falar.
- Uma amiga sua veio aqui ontem.
Mariana ficou olhando para ele.
- Que amiga?
O menino olhou para cima, tentando lembrar o nome.
- Que amiga, Tiago? – perguntou Mariana novamente.
O menino continuou calado, sem dar muita importância. De repente uma possibilidade passou pela cabeça de Mariana. Era remota, mas Mariana começou a ficar inquieta. Achou que estivesse ficando louca.
- Como é o nome dela?
- Não sei – disse o menino, distraído com a estampa do pijama.
- Ela já veio aqui antes?
- Não sei.
Mariana sentiu o coração acelerar.
- Santiago, você conhece as minhas amigas… Essa amiga que veio ontem você já tinha visto antes?
O menino ficou naturalmente um pouco acuado, diante da apreensão de Mariana, que aumentou o volume da voz sem nem perceber. Mariana tentou se acalmar, tentando se convencer que estava ficando louca por acreditar que realmente pudesse ter sido quem ela estava imaginando. Incrível como seu coração disparou ao imaginar tal hipótese. Respirou fundo.
- Como ela era? – perguntou.
- Cabelo igual ao da Isabela.
- Quem é Isabela?
- Da minha escola.
Não ajudou muito. Mariana não fazia idéia de quem era. Tentou se convencer de que estava louca, mas não conseguia esquecer. Tanto tempo havia passado e aquele desejo ainda estava vivo em sua mente. Mariana se assustava quando aquilo vinha à tona novamente. Santiago já quase dormia.
- Filho…
O menino abriu os olhos e franziu a testa.
- Tenta falar como ela era pra mim… – disse, com a voz doce.
O menino ficou olhando, sem dizer nada.
- Ela tinha a minha idade, a idade da Clara ou a idade da Amanda? – perguntou.
Amanda era diretora da escola. Mariana calculava que ela devia ter uns quarenta e cinco anos.
- A idade da Marcela.
Mariana conseguiu achar engraçado, apesar da apreensão. Marcela era uma menina de catorze anos que às vezes aparecia para brincar com Santiago.
- Não tenho amigas da idade da Marcela, Tiago! – disse Mariana, um pouco irritada.
Esse era um dos raros momentos em que Mariana se irritava com as crianças. Não tinham a menor noção da realidade. A empregada provavelmente saberia explicar melhor, mas só apareceria na segunda-feira e Mariana estava ansiosa demais para esperar.
- Ela deixou um papel… – disse o menino, já de olhos fechados.
- E onde está?
- Esqueci…
Mariana saiu do quarto antes que explodisse com Santiago. Não queria brigar com o menino por algo que pudesse ser apenas loucura de sua própria cabeça. Mas estava inquieta, ansiosa, tomada por um sentimento estranho. Era perturbador e ao mesmo tempo maravilhoso imaginar que Luísa pudesse ter estado ali. Mariana andava de um lado pro outro, como um animal arisco acuado. Não conseguiria dormir até descobrir. Decidiu revirar o quarto de Santiago e procurar o papel. Caixas e mais caixas de brinquedos, quebra-cabeças, blocos, soldados, tabuleiros, folhas de desenho espalhadas, fitas de vídeo, giz de cera, lápis de cor. Sentou no meio daquele caos e sentiu-se derrotada. Era impossível tentar achar um pedacinho de papel naquela bagunça. Foi até a sala respirar um pouco de ar fresco e tentar organizar as idéias. Abriu a larga janela e um vento suave invadiu o local. Sentou no sofá e ficou olhando pro nada. Há algum tempo conseguia evitar pensar em Luísa. Mas cada vez que voltava à mente parecia mais forte. Sua vontade era ir até o quarto, tirar o menino da cama, dar um banho gelado nele e fazê-lo contar tudo. Mas ainda restava um pouco de discernimento. Não queria se sentir uma louca desiquilibrada. Provavelmente foi alguma colega de trabalho chata e sem graça, como toda a visita que aparecia nos últimos tempos, pensou.
Deitou no sofá. Sentiu-se sozinha no meio daquela sala imensa que começava a gelar com o vento da noite. Aos poucos foi se acalmando e a cabeça esfriando naquele silêncio. De repente veio uma idéia. Mariana correu até a lavanderia e, no cesto de roupa suja, procurou o pijama azul claro de Santiago. Revirou todas as roupas e o puxou com força, meteu a mão no bolso e com as pontas dos dedos fisgou um pedaço de papel amassado. Abriu o papel e não acreditou. Ficou olhando, atônita. Nele estava escrito, com a letra que conhecia muito bem, o nome de Luísa e um número de telefone. Luísa, meu amor, sussurrou em voz baixa, segurando firme o papel e com os olhos cravados nos números.
Era exatamente a letra de Luísa, que Mariana tanto amava. A menina ficou olhando, estática, completamente perdida e por fim suas pernas se renderam e ela sentou no chão frio. Seu corpo foi tomado por uma emoção muito forte e o desejo incontrolável de saber mais sobre Luísa. Tanto tempo, tantos anos, pensou, um pouco descontrolada, tentando raciocinar. Era inacreditável. Decidiu. Correu até o telefone e o tirou do gancho. Seu coração estava acelerado e a respiração um pouco difícil. Discou lentamente os números, um a um, sentindo um pouco de medo à medida em que se aproximava o último dígito.
- Alô? – disse alguém do outro lado.
Era Luísa. Mariana respirou fundo, tentando se acalmar.
- Luísa?
Luísa ficou em silêncio um segundo.
- Mariana, estou no Brasil – disse, emocionada.
Mariana ficou muda, com a garganta trancada.
- Eu vim atrás de você… – disse novamente, baixinho, contendo o choro.
Mariana balbuciou qualquer coisa sem sentido, deslumbrada por ouvir novamente a voz de Luísa.
- A Edith me deu seu endereço. Eu fui até o seu apartamento ontem à noite, mas você não estava. Conheci seu filho… – continuou Luísa.
- Sim, o Santiago – disse Mariana, com a voz fraca.
- Ele tem o seu sorriso….
Mariana sorriu do outro lado da linha e continuou muda, completamente perdida.
- Estou com saudade… – disse Luísa.
Era tudo o que Mariana precisava ouvir. Tomou fôlego para dizer a única coisa que vinha à sua mente naquele momento.
- Quero te ver, Luísa. Onde você está? – perguntou, aniosa, com os olhos cheios de lágrimas.
Luísa estava hospedada em um hotel próximo ao apartamento de Mariana. Mal dava para acreditar. Mariana estava muito nervosa. Os sentimentos teimavam em se confundir, se espalhar pelo corpo, pela mente. Meu Deus, pensava. Correu até o quarto de Santiago.
- Amor, acorda.
O menino com sono pesado mal se mexeu.
- Santiago, precisamos sair. Onde está seu chinelo? – perguntou, o fazendo sentar.
Revirou embaixo da cama e achou um par de pantufas.
- Calça esse aqui.
O menino continuou sonolento, com os olhos vermelhos e o cabelo bagunçado.
- Vem, querido – disse, pengando o menino pela mão.
Mariana dirigia com pressa. Não sabia o que a esperava, não sabia o que exatamente sentiria ao ver o rosto de Luísa, só sabia que queria ir, precisava ir, o mais rápido possível. Havia urgência em chegar, satisfazer o desejo que habitou seus pensamentos durante tanto tempo. Era tudo, simplesmente tudo o que sempre quis, cada vez que fechava os olhos, que ouvia uma música, que estava sozinha. Foi tudo inesperado e rápido demais. Mariana estava confusa. Puxou o espelho retrovisor e olhou o próprio rosto. Não sabia ao menos se estava bonita, mas não se importava, diante de tanta coisa que atravessava sua cabeça.
Poucas esquinas demoraram a ser percorridas, se transformaram em um desagradável tormento. Enfim o alívio. Estacionou em frente ao hotel e percebeu tudo calmo e silencioso, em contraste com a avalanche que rolava em seu interior. Chamou Santiago novamente e o pegou no colo. Entrou devagar, um pouco apreensiva. Por alguns segundos, a recepcionista ficou esperando Mariana dizer alguma coisa, mas antes que pudesse pensar em qualquer coisa, a menina olhou pro lado e viu Luísa sair do elevador. O coração disparou.
Luísa lançou o olhar sobre Mariana. Olhar prudente, quase indecifrável. Mariana sentiu-se vulnerável por achá-la tão bonita novamente. Os cabelos escuros dividiam-se de lado, lisos, caindo até os ombros. Luísa sorriu e aquele gesto desarmou Mariana. Não havia como não ceder àquele sorriso lindo. Mariana segurou firme em Santiago, enquanto Luísa se aproximava para abraçá-la. Juntaram seus corpos e deram um breve abraço. Luísa segurou o rosto de Mariana e o beijou rapidamente, ali, na frente da recepcionista. As duas controlaram os sentimentos.
- Vamos subir – convidou Luísa.
Os poucos funcionários ficaram olhando aquela cena curiosa. Uma criança de pijama e pantufa e uma mulher com vestido longo e salto tomando o elevador, acompanhados da hóspede.
- Deita aqui na minha cama, Santiago – disse Luísa, séria, assim que fecharam a porta do quarto.
Santiago deitou na cama grande, mole e sonolento. Luísa deitou-se ao lado e acariciou os cabelos do menino. Mariana sentou do outro lado e ficou observando. Luísa acariciava pacientemente a cabeça e as costas do menino para que ele dormisse, sem dizer uma só palavra. Apenas olhava para Santiago, como se fugisse de Mariana.
- Senti saudade… – sussurrou Mariana, quebrando o silêncio.
Luísa não a olhava.
- Você se casou, Mariana? – perguntou, inesperadamente.
Mariana olhou para Luísa, sem entender direito. Luísa teimava em não olhar para cima.
- Não… – disse a jovem.
- E o seu filho?
Mariana acabou entendendo.
- Eu o adotei – explicou.
Luísa estava abalada demais para perceber que era impossível Mariana ter se casado e tido um filho daquela idade em tão pouco tempo. Desgrudou os olhos do menino e finalmente olhou para Mariana.
- Mas ele se parece tanto com você – disse, hesitante, tornando a olhar para o menino.
- É só impressão – disse Mariana, levantando-se da cama – toda mãe adotiva já deve ter ouvido isso uma vez na vida.
Luísa levantou também e foi atrás de Mariana, a segurou pelos braços e finalmente disse o que tinha a dizer.
- Não tenho sequer o direito de te pedir perdão pela minha ausência, Mariana – disse, transtornada.
Mariana a encarava, sem dizer nada, achando-a completamente tola. Luísa não parou.
- Você tinha o direito de ter casado, de ter tido um filho seu. Nunca esperei que você me perdoasse – disse, de certa forma surpreendida por perceber que Mariana tinha esperado seu retorno.
Mariana cravou os olhos em Luísa.
- Mas eu quis não quis outra criança, eu quis esse menino. E eu esperei você, Luísa. Todos os dias – disse, agarrando Luísa e a beijando subitamente.
Luísa sentiu os lábios arderem com a força de Mariana e a segurou, preocupada com a possibilidade de Santiago acordar, mas Mariana não parava. Por fim Luísa se rendeu e beijou Mariana também, ofegante e sufocada.
- Vamos esquecer tudo, amor – disse Mariana, entre os beijos – eu quero você, nada mais importa. Vamos recomeçar.
Luísa a abraçou forte, sentido o ímpeto, o tamanho da saudade, tentando conter aquela mágoa. Mariana a agarrava com força, prendia-se em seu corpo. Luísa a segurou forte e a beijou, tentando controlar aquela menininha raivosa.
- Me abraça, Mariana… – disse Luísa, a segurando, com os lábios pousados sobre a boca quente e salgada de lágrimas.
Luísa lembrou do jeitinho doce que Mariana tinha, de saber desculpar, de saber ser especial em sua vida. Sentia-se culpada, não esperava que Mariana a perdoasse. Enxugou as lágrimas da menina e a levou até o banheiro para lavar o rosto.
- Dorme aqui comigo… – pediu, acariciando os cabelos de Mariana, que se debruçava sobre a pia.
- Estou exausta, Luísa. Posso tomar um banho quente? – perguntou Mariana, secando o rosto.
Luísa trancou a porta e ligou o chuveiro. Desabotoou o vestido de Mariana que se desprendeu do corpo e escorregou até o chão. Mariana ficou só de calcinha. Luísa tinha muita delicadeza e cuidado. Mariana terminou de se despir e entrou no chuveiro, com os olhos ainda vermelhos. Molhou todo o corpo. Luísa ficou do lado de fora, observando Mariana jogada embaixo d’água. Terminado, Luísa estendeu a toalha, cobriu Mariana e a levou para o quarto.
- Quero passar o tempo todo ao seu lado agora – disse, enquanto Mariana vestia o pijama emprestado.
Mariana sorriu e a chamou para a cama. Luísa deitou e acariciou o rosto da menina.
- Vou te dar tudo que eu puder – sussurrou, beijando o rosto de Mariana.
- Eu só quero você, amor – disse a menina.
As duas se abraçaram, exaustas. Luísa continuou dizendo, em voz baixa:
- A Edith sempre me dava notícias, até você sair do apartamento dela. Eu tinha vontade de perguntar um monte de coisas, mas me segurava.
- Eu sei bem como é isso – disse Mariana, sorrindo.
Mariana olhou para o lado. Santiago estava dormindo. Encostou o nariz no pescoço de Luísa e deu um beijo suave.
- Estou com medo de fazer uma pergunta…
Luísa sorriu. O que poderia ser? Mariana respirou fundo e perguntou, receosa.
- Quantos dias você vai ficar?
Luísa deu um grande sorriso, atraente como costumava ser.
- Mariana, estou de volta definitivamente. Acabou. Não tenho mais que voltar. A não ser que você queira, um dia, conhecer o Louvre comigo. Estive lá tantas vezes sozinha.
- Não sei se quero conheçer o Louvre – disse Mariana sorrindo, fazendo desfeita.
Luísa mordeu o pescoço de Mariana como castigo pela pirraça. As duas riram. Mariana lançou um olhar diferente sobre Luísa. Luísa entendeu o significado, mas tinham que se segurar, pois havia uma criança ali do lado.
- E Portugal, você aceita? Há quase um ano não vejo a minha filha.
- Sim, vamos.
Luísa abraçou Mariana e cochichou dentro de seu ouvido.
- Depois, vamos decidir o que fazer com o meu apartamento…
Mariana abraçou Luísa, colocando as coxas entre ela.
- Senti tanta saudade… – sussurrou.
- Agora eu estou aqui…
- Não dá pra acreditar – disse, com um sorriso infantil, como se Luísa fosse a sua boneca.
Quando estavam quase dormindo, Santiago se remexeu e resmungou alguma coisa. Luísa o cobriu.
- Eu sempre quis ter um menino… – disse, arrumando os lençóis.
Mariana derreteu-se de amor por Luísa já considerá-lo seu. Com os olhos fechados, procurou os lábios tanto queria e os beijou mais.
- Eu te amo.
- Eu também, meu amor.
A menina aninhou-se nos braços de Luísa e sentiu a maciez dos cabelos, escorregando entre os dedos, enquanto fazia carinho. Ganhava o céu naqueles olhos brilhantes ali diante dos seus. Passaram muito tempo ainda acordadas, apenas se sentindo, se tocando em silêncio. Mariana entregou a própria vida a Luísa, sem hesitar. Jamais teve dúvidas. Luísa quis voltar. Não via sentido em viver sem a sua menina.
Este era o encanto e a história entre as duas.








Simplesmente lindo!!! Será que realmente existe um amor assim? Lindo lindo… Parabéns!!!
Amei, amei, amei, amei… idescritível. Texto de facil intendimento, mto bem escrito e sem contar a história… haaa… é linda! de se emocionar. Ja pensou um filme? Critica contrutiva: acho q tinha q ter pelo menos mais uns 2 capitulos p mostrar como foi a viagem das 2 e tals… pq elas fikaram tanto tempo longe uma da outra, q fikamos com saudade das 2 juntas! rsrsr. E tmb n entendi pq el nao se ligavam, n entravam em contato uma com a outra.
Mas de qualquer foma ameiiiiiiiiiiiiiii! Mto mt parabéns!
Gostaria de saber o nome da Autora p poder parabenizá-la!
Bjao
opa corrigindo filmeeeeeeee♥ hehe
ja é 2 vez que leiooooo nossa choreii que so.. e tão lindaa quem me derá estivesse um amor desse ♥ tao lindo lindo meu livro prediletoo poderia virar livro♥
eu fiquei frissurada louk por essa linda historia de amor…ano conseguia parar de pensar na historia um instante passei horas acordada lendo e no trabalho tambem imaginei cada cena como tal era descrito no texto…perfeiçao… ate que meu amor por minha namorada aumentou incrivelmente meu deu um ar romantico e me fez acreditar mais ainda no amor verdadeiro que supera toda e qualquer barreira..estao de parabens…espararei o proximo.
Que historia mais emocionante, muito bom , eu não sou chegada a ler mas este romance realmente me enpolgou.Parabéns.
adorei essa historia marcante, so queria saber como ficou a Clara o Carlos e o relacionamento de Mariana com seus pais, mas o resto esta otimo. parabens!
faz um quase um ano q abandonei a web
pois vc demorava pra postar
hoje me lembrei de entrar
e por sorte consegui me achar
E parecia que a historia estava ali me esperando,pq senti as mesmas sensações,a vontade de chorar,o aperto,as frustações,e o carinho que vc da a essas suas obras…agora nao sairei mais daqui
parabens Luiza é uma historia tocante,e realmente uma pena que acabou..kkkk fazer o que ne
Parabéns !!! Mto linda !!
a historia é muito bonita adorei,vc poderia da continuidade nessa historia tipo familia,gostaria muito de sabe como a familia dela ficou depois de ve q ela soube se vira sobrevive
Já devo ter lido essa web umas 3 vezes no mínimo e em todas as vezes me emocionei, chorei, ri, me arrepiei, tive vontade de apertar o Santiago, de bater a Luiza por abandonar a Mari, de bater na Mari por não “se deixar viver”… E no fim, tinha vontade de abraçar as duas por conta de todo o sofrimento durante a história e do amor intenso e mágico entre elas.
Definitivamente uma história tocante, muito bem escrita, parabéns autora!
lindo, realmente um amor eterno esse. parabens!
Olha simplesmente devo te dizer q essa historia eh linda…adorei todos os capitulos e a maneira cm vc conta a historia…eh algo fantastico…mto bom msm…um grande abraço e desejo ler outras historias com tanta intensidade qnto essa…
Luísa é, sem dúvida nenhuma, um romance maravilhoso de ser lido e relido. A harmonia e serenidade como você conta cada detalhe da relação dessas maravilhosas mulheres chega a ser mais que atraente aos olhos e a imaginação. É impossível ler somente um capítulo por dia. Cada linha, cada palavra, me deixou sedenta de mais informação. Você descreve com extrema sensualidade cada detalhe do prazer das duas, sem em nenhum momento ser vulgar. Além disso, o seu gosto musical é apurado e deixa em mim a certeza de que você deve ter toda a paixão e cumplicidade de Mariana misturada a firmeza e sensualidade de Luísa. É uma pena o romance ter terminado. Dê-nos mais um pouco de você, escreva mais um capítulo. Parabéns!!!
Luísa, é sem dúvida um romance extremamente delicioso de se ler. A harmonia e a serenidade com que você escreve chega a ser mais que atraente. É impossível ler somente um capítulo por dia. Você é uma escritora fantástica, parabéns. Sabe como poucas como descrever de forma muito sensual os momentos de prazer, sem em nenhum momento ser vulgar. É uma pena ter terminado. Nós, leitoras merecemos saber como foi um pouquinho mais dessa maravilhosa relação entre Luísa e Mariana. Além disso, seu gosto musical é extremamente requintado. Você deve ter toda a paixão de Mariana e toda a sensualidade e firmeza de Luísa. Dá mais um pouquinho de você para a gente…..escreve mais……
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haaaa de principio ao fim eu choreii de amor so tenho que dizer e uma historiaa rara ter em nosssas vidas! ameiii demais td i
Que final doce e perfeito para uma história de amor verdadeiro!
Fiquei pensando nas voltas que a vida dá… e na força do afeto, quando é intenso, profundo e toca, além dos corpos e corações, também as almas enamoradas. Quem não sonha encontrar e viver um amor em sua plenitude, sem medo da entrega ou dos desafios? Parabéns pela escrita permeada de ternura. Abraços alados.
Só posso dizer obrigada por nos dar a oportunidade de ler um romance tão intenso e real como esse.
Meus Parabéns!!!
Querida amora…
Estive aqui lendo os capítulos que ainda não havia lido do romance Luisa… Que lindo!!
Você é perfeita em seua crônicas e é prefeita também escrevendo romances…
E que final lindo e tão suave, terno… como é o amor!!
Ah, sei lá… eu acho que o amor sempre prevalece!! E que o que tem que ser, algum dia será!! Nem que se passem anos de espera…
^^
Beijos e parabéns!!
adorei vc poderia continuar eu adoraria ler outros bom beijinhossssss;xau
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É um linda história…um final que deixa um sabor de quero mais, que instiga nossa imaginação para que prossigamos a vida das personagens em nossas mentes.
Há uma lição: o amor vale a pena quanto a alma não é pequena. Nossos sonhos não são grandes demais, as vezes as pessoas que são pequenas.
Parabens…
vc podia continuar com a historia elas indo visitar a famila de Luiza :c
Adorei queria mesmo muito saber mais sobre as duas
bjos
Thank you! I really appreciate your article, in fact I think you deserve a thumbs up.
I feel you are too good to write Genius!Thanks for posting, maybe we can see more on this.
Amei cada capítulo, a bela historia de um amor verdadeiro q até msm o tempo e a distância ñ conseguiram atrapalhar, uma linda e sincera relação entre mãe e filho q por + difícil q fosse teve forças e amor para superar todos os obstáculos q aparecesse, uma historia cheia de emoção q m prendeu e m deixou ansiosa para ler cada capítulo e desfrutar com intensidade esse romance, amei toda a historia! E esse ultimo capítulo m fez chorar, e o final fico perfeito sensível, forte e cheio de amor.
Oie Taty…
Bem ,aqui estou eu depois de tantos capítulos romanceados e tão bem escrito por você,te digo que essa é a sua praia.
Novela romanceda e mesclada com tantos sentimentos nobres,não só entre duas pessoas mas também pelo relacionamento mãe e filho,coisa essa que preso e admiro demais.
Você sabe da paixão que tenho pelos meus filhinhos.
O final ficou lindo,sensível e emocionante.
“Fez dois desenhos com giz de cera e entregou junto com uma pequena flor de pétalas moles e murchas que provavelmente havia apanhado dias antes.”
Que relato incrível,que sensibilidade,que gesto!!!
Falar de amor verdadeiro é algo sublime,não importa de que forma for contato que seja expressado e repassado aos quatros cantos do mundo,da vida.
Peço emprestadas algumas palavras de Fernando pessoa e deixo a você como forma de lhe parabenizar pelo seu incrível talento na escrita.
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
(Fernando Pessoa.)
continue escrevendo,não desista dos seus sonhos!!!
Continue esse lindo projeto de romance em novelas,tenho certeza que todo seu esforço valerá apena,eu sempre digo e acredito que apesar das dificuldades da vida nós temos que acreditar em nós mesmas e continuar prosseguindo nosso objetivo.
Você minha querida,escreve muito bem.
Apesar de não comentar em todos os posts do romance,lí e acompanhei alguns capítulos.
Mas tinha que vim aqui te aplaudir de pé pela coragem e persistência em acreditar no que faz.
Acredite!
Sonhe!
E viva intensamente aquilo que te faz feliz.
Obrigada por tudo tá,pela colaboração no A&C.
Crônicas a la carte é um sucesso.
Abraço apertado.
Taty ,
Simplesmente mágico, e esse romance prova que para o amor verdadeiro não existe tempo,quando realmente se ama a gente espera o quanto for necessário, porque um grande amor vale a pena.
Fiquei emocionada com o desenrolar da trama parabéns.
bjs
Querida não tenho palavras…estou em lágrimas…e essa música…meu Deus! Tudo taõ suave…não tenho palavras…apenas sonhos…que anseiam em sair de mim…em ser vividos…em ser tocados…em ser….parabéns esse romance teve tudo e acima de tudo a possibilidade de que o amor vence distancias e o tempo, que se torna atemporal..
beijos