
Temos a mania e a carência de projetar-nos outros as nossas aspirações, nossos desejos! Criamos a perfeição e valorizamos o que os olhos insistem em nos mostrar.
Num belo dia, quando o cavalo da emoção e da realidade, resolve saltar e nos lançar fora da cavalgada, nos perdemos e estatizados ainda pelas cortinas que foram descerradas, acabamos por perceber que o mito no qual acreditamos estava invisível ao nosso mais profundo sentimento.
Nesta mania de satisfação rápida tendemos a nos atirar e mostrar nossa maior fraqueza e abrimos guarda da nossa felicidade. Colocamos nas mãos das personagens do nosso teatro emocional, toda nossa vida, nossos gostos, prazeres e sonhos. Ou melhor, na maioria das vezes, para manter este êxtase inebriante a que nos submetemos e nos hipnotizamos, tendemos a nos confundir com a personagem que busca satisfazer condições sub-humanas para alimentar o ídolo que supostamente nos coloca na felicidade decadente que leva ao vazio existencial.
Serão prisões a que nós mesmos nos empurramos a viver? Serão punições por nos percebermos tão humanos? Decepções por não realizarmos e não termos acesso ao que o mundo hoje nos propõe? Vivências cheias de tumultos e irrealidades que deparam com o tão almejado amor eterno?
Chego à conclusão de que a falta imensa que sentimos do nosso eu, nos torna vazios, e o vácuo que permitimos fixar em nosso ser, nós o transferimos para o outro. Seja qualquer tipo de relacionamento que for se assim estivermos nossa tendência será “arrumar desculpas” para o abismo que cavamos em nós mesmos.
E no mais degradante mundo em que nos jogamos podemos acabar no fosso da perda da identidade, do platonismo existencial e na conseqüente busca incessante por metas e ideais fantasmas, que acabam por nos assombrar e levar para bem longe o que de tão bom pode estar a nossa espera.
Pense nisto, o céu pode se abrir.







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Obrigada Taty. Desculpe por não responder antes. Só hoje acessei o blog.
O trocadilho foi de propósito mesmo, ao invés de “invisivel aos olhos e essencial ao coraçao”, inverti para refletirmos o antagonismo que se faz quando amamos – o essencial é aos olhos mesmos, pois se for ao coração, a gente se perde no outro.
Obrigada pela força.
Um grande abraço
Maravilha, querida!
Gosto muito dos seus textos, viu?
O essencial é mesmo invisível aos olhos!
Super beijo!