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Temos a mania e a carência de projetar-nos outros as nossas aspirações, nossos desejos! Criamos a perfeição e valorizamos o que os olhos insistem em nos mostrar.

                          Num belo dia, quando o cavalo da emoção e da realidade, resolve saltar e nos lançar fora da cavalgada, nos perdemos e estatizados ainda pelas cortinas que foram descerradas, acabamos por perceber que o mito no qual acreditamos estava invisível ao nosso mais profundo sentimento.

                          Nesta mania de satisfação rápida tendemos a nos atirar e mostrar nossa maior fraqueza e abrimos guarda da nossa felicidade. Colocamos nas mãos das personagens do nosso teatro emocional, toda nossa vida, nossos gostos, prazeres e sonhos. Ou melhor, na maioria das vezes, para manter este êxtase inebriante a que nos submetemos e nos hipnotizamos, tendemos a nos confundir com a personagem que busca satisfazer condições sub-humanas para alimentar o ídolo que supostamente nos coloca na felicidade decadente que leva ao vazio existencial.

                          Serão prisões a que nós mesmos nos empurramos a viver? Serão punições por nos percebermos tão humanos? Decepções por não realizarmos e não termos acesso ao que o mundo hoje nos propõe? Vivências cheias de tumultos e irrealidades que deparam com o tão almejado amor eterno?

                          Chego à conclusão de que a falta imensa que sentimos do nosso eu, nos torna vazios, e o vácuo que permitimos fixar em nosso ser, nós o transferimos para o outro. Seja qualquer tipo de relacionamento que for se assim estivermos nossa tendência será “arrumar desculpas” para o abismo que cavamos em nós mesmos.

                          E no mais degradante mundo em que nos jogamos podemos acabar no fosso da perda da identidade, do platonismo existencial e na conseqüente busca incessante por metas e ideais fantasmas, que acabam por nos assombrar e levar para bem longe o que de tão bom pode estar a nossa espera.

                          Pense nisto, o céu pode se abrir.

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  • Relationships Advice - 3 de setembro de 2010

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  • Darryl Stingley Hit Video - 29 de julho de 2010

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  • Dulce de Melo - 13 de julho de 2010

    Obrigada Taty. Desculpe por não responder antes. Só hoje acessei o blog.
    O trocadilho foi de propósito mesmo, ao invés de “invisivel aos olhos e essencial ao coraçao”, inverti para refletirmos o antagonismo que se faz quando amamos – o essencial é aos olhos mesmos, pois se for ao coração, a gente se perde no outro.
    Obrigada pela força.
    Um grande abraço

  • Taty - 8 de julho de 2010

    Maravilha, querida!

    Gosto muito dos seus textos, viu?

    O essencial é mesmo invisível aos olhos!

    Super beijo!

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