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Mais uma manhã e o sol vinha nos convidar, seres humanos, a agradecer pela vida!

Teresa ainda na cama gemia meio adormecida quando sentiu algo úmido em seus lábios, o qual era prazeroso e macio… Abriu os olhos e viu que eram os lábios de sua amada, sorriu e correspondeu com um largo sorriso. Antonia lhe abraçou e a chamou de dorminhoca dizendo que estava atrasada para a vernissage de Alfredo, neste momento Teresa deu um pulo da cama e correu para o chuveiro gritando: Meu Deus como pude fazer isso ele vai ficar chateado é a sua estréia!

A caminho da vernissage Antonia, que dirigia, pois Teresa nunca conseguia dirigir quando estava muito agitada ou ansiosa, perguntou a Teresa se Cláudia estaria lá. Cláudia era a ex de Teresa, que também era artista plástica e tinha sido da mesma classe de formação com Alfredo e Teresa. Neste momento Teresa olhou surpresa para Antonia e lhe perguntou: Mas o que tem isso? Ah Antonia não vamos começar de novo com esse ciúme, não é?! Você sabe que não tenho nada com a Cláudia, ela não me interessa, isso é passado! Antonia franziu a testa e continuou dirigindo.

Chegando a vernissage Alfredo veio recebê-las a porta dizendo que estava ansioso e que elas estavam demorando muito, Teresa se desculpou e foi logo se dirigindo as pinturas, que estavam expostas por toda a galeria. Enquanto isso Antonia foi ao toalete e ao sair deu de cara com Claudia que a cumprimentou.

Antonia não se sentiu bem, não gostava de Claudia, não sabia por que. Foi para onde se encontrava Teresa e lá chegando viu que a mesma estava conversando com Claudia. Andou mais depressa e se aproximando segurou Teresa pela cintura e olhou firme para Claudia, neste momento Teresa achou estranha aquela postura, pois, Antonia não gostava de se expor em público, sempre pediu para não tocá-la muito ou beijá-la em público e agora estava ali abrançando-a pela cintura?!

Em certo momento da conversa das duas, Claudia pegou nas mãos de Teresa dizendo que aquelas mãos sabiam fazer arte, no mesmo momento Antonia se retirou muito enfurecida e foi para um espaço aberto que tinha na galeria, Teresa se desculpou com Claudia e foi até Antonia para saber o que estava se passando.

Antonia estava chorando e ao ver Teresa disse apenas que não sabia por que se sentia assim em relação à Claudia, que perto dela se sentia insegura, que a achava muito segura, que percebia que Teresa gostava dela, de conversar com ela e blá, blá, blá. Teresa neste momento aproximou-se de Antonia bem perto do seu ouvido e lhe disse que amava era ela, que era o seu corpo que a seduzia que era os seus beijos que a deixavam molhada, que era a sua voz que a fazia arrepiar, que eram para ela que seus olhos sempre buscavam e que Claudia era apenas uma amiga e uma excelente artista plástica, por isso tinha assuntos em comum.

Antonia deu um largo sorriso e lhe disse se a estava seduzindo e que aquele truque não ia dar certo, pois já estava na hora dela ir para o trabalho. Teresa disse que ia levá-la, mas, que mais tarde ela que esperasse, pois ela ia provar tudo que ela lhe disse. A noite ao chegar a casa Antonia viu tintas pela sala e os pinceis de Teresa sobre o carpete, achou estranho ela costumava pintar somente no atelier.

Não a viu e decidiu entrar para o chuveiro para tirar o cansaço. Quando já estava na cozinha de roupão e cabelo molhado Teresa entra pela porta de entrada segurando um objeto enorme, lhe deu um beijo e disse para Antonia que era um presente para ela, Antonia surpresa e ansiosa rasgou o papel que cobria aquele quadro, era um quadro! Ao virá-lo a surpresa foi maior ainda, era sua imagem que ali estava, era ela naquele quadro!! Lindo!

Teresa era uma excelente pintora, mas como ela conseguiu pintar tudo num dia só? Antonia lhe perguntou e ela disse que não, que já o estava fazendo há uns 15 dias. Antonia então tirou o roupão ali mesmo e abraçou Teresa. Começaram a se beijar e rapidamente deitaram no sofá e Teresa começou a beijar todo o corpo de Antonia, que tremia ao seu toque, Antonia passava as suas mãos pelo corpo de Teresa, que suspirava de prazer.

Em certo momento estavam deitadas uma sobre a outra e em ritmos rápidos e suaves começaram a movimentar seus corpos, rebolando e se beijando, e Teresa beijava os seios de Antonia e ela gemia baixinho. Então já em êxtase colaram seus corpos como se fosse um só e gozaram e se beijaram e transpiravam desejo e amor, pois ali não era apenas o corpo, aquele momento era a expressão do amor que sentiam uma pela outra. Antonia naquele momento percebeu como era infantil e que suas posturas iam mudar dali pra frente, pois Teresa realmente a amava e ela também tinha que confiar neste amor e nela mesma. Comeram e foram se deitar. Deitadas de conchinha, Teresa atrás, dizia quase dormindo: Te Amo Antonia… Te Amo… Acredite nisso.

Um grande beijo carinhoso.

Cátia Aguiar

This post have 5 Comments. Would you like add one?

  • Eni - 9 de agosto de 2010

    Catia, essa trama está ficando muito boa, parabéns, você consegue nos fazer visualizar cada cena, cada detalhe.

    bjs

  • Ammy - 7 de agosto de 2010

    Ola Catia

    Que delicia esse seu conto! fico feliz em poder ler algo tão maravilhoso como suas palavras

    Me arrepiei

    beijosss

  • Cássia Freitas - 4 de agosto de 2010

    Sem palavras! Bom demais…
    Cátia você esta de parabéns, cada vez melhor.
    nota 10.

    abraços!

  • Taty - 4 de agosto de 2010

    Cátia querida,

    Você sempre trata de temas tão intensos com uma singela sensibilidade, que eu admiro muito!!

    Meus parabéns, sempre! Estou gostando muito do conto e espero ler mais na próximas semanas…

    Um beijo! Te admiro!

  • Avassaladora - 3 de agosto de 2010

    Uau, Cátia!

    Nessa você mandou muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito BEM!

    Me arrepiei toda! Divino!

    Quero mais, mais, mais… promete?

    Bitocas…. avassaladoras!!!

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