Capítulo 6 – Saudade…
Para conferir os capítulos anteriores – clique aqui
E foi então que a pequena Nara passou a conhecer uma pequena palavra que fez toda a diferença em seu vocabulário de menina: a saudade… Os dias sem a presença de Cíntia por perto já não tinham as mesmas cores, o mesmo brilho, a mesma alegria que contagiava o ambiente!
Nara até tentava se conformar com a distância, mas já trazia preocupação aos seus pais por chorar todas as noites antes de dormir. Ao ir para a escola, conseguia se distrair um pouco, mas sempre levava consigo um dos adereços dados de presente a ela pela nova amiga – uma bolsinha cor-de-rosa, uma caixa de lápis de cor e um guarda-chuva com as cores do arco-íris. Por meio de cada objeto, Nara se lembrava de Cíntia com carinho e total apreço.
Era raro que Cíntia desse notícias, afinal, naquela época não existia e-mail e as ligações telefônicas eram muito caras. Nara pediu, então, que seus pais lhe fornecessem o endereço dela, de modo que pudesse lhe enviar cartas! Rapidamente e com medo de ver a doce garota ainda mais triste, os Dreamers entraram em contato com Cíntia e entregaram os dados à filha que, sorridente, se pôs a escrever – não parando nunca mais.
Quando a dor da saudade se aproximava, Nara dançava pelo quarto ao som das músicas que ouvira junto à nova amiga. Dançava cantando, mas também, por vezes, chorando…
A pequena moça iria completar apenas 8 anos no mês seguinte, mas seu corpo já demonstrava traços de uma adolescente precoce. Ao se deitar na cama antes de dormir e, mesmo sem entender muita coisa, Nara tocava seu corpo, sentia seus seios, suas partes íntimas e aquilo lhe trazia enorme prazer. Aos poucos, percebeu que havia muito mais para investigar ali do que ela sequer poderia imaginar. Passou a dormir de porta fechada sem dar explicações aos pais e, em delicados instantes, soltava alguns gemidinhos repletos de prazer.
Certos dias, quando mal podia se conter de tanta falta que Cíntia lhe fazia, a menina ligava a televisão de madrugada e assistia aos programas que a amiga havia chamado de “desenhos animados”. É claro que não se tratava de nada disso e, pouco a pouco, Nara descobria ainda mais seu tesão pelas
mulheres lindas que avistava através da telinha.
Fazia tudo isso pensando em Cíntia e no grande carinho que sentia por aquela mulher tão especial, que chegara para revolucionar sua vida. Eram sentimentos de criança, mas nem por isso, isentos de malícia. Passou, inclusive, a transmitir nas cartas para Cíntia, por meio de desenhos, figuras, adesivos e canetas coloridas o extremo prazer que sentia ao se lembrar da amiga. Contou sobre a primeira vez que seu corpo lhe trouxe “um calorzinho estranho” e não via a hora de ver sua amada ao vivo para poder compartilhar ainda mais tantos sentimentos desconhecidos.
Era assim que Nara aliviava a dor da saudade… e foi dessa forma que aprendeu a se conhecer mais e mais, sem pressa, um pouquinho por dia!
∞
Trilha Sonora de “Um encontro inesperado”
Estão curiosas? Aguardem as cenas quentíssimas dos próximos capítulos!







Hehe esquentando cada vez mais ^^/
Adorei ler mais esta parte do conto!!
Show de bola, continue assim!
Beijos!
Tá ficando cada vez mais interessante acompanhar essa história, parabéns e vamos aguardar os próximos capitulos..rs.
bjs
Uau!
Que conto quente!
Meus parabéns Avassaladora, você é mto boa nesta coisa de contar histórias! E hot stories!