•    
  •  

Para conferir os capítulos anteriores – clique aqui

Teresa ainda mancava um pouco, mas já dava os primeiros passos com a ajuda de uma bengala. Antonia entrou pela porta da cozinha dizendo boa noite e a beijou nos lábios com carinho. Teresa lhe perguntou por que não atendeu a nenhuma de suas ligações e Antonia respondeu que seu celular tinha caído no vaso e parecia… parecia não: ele parou!

Naquele momento do diálogo, Antonia perguntou à Teresa se sua mãe havia ligado e ela respondeu que não, e que tinha achado isso também estranho, pois Dona Margarida ligava todas as tardes para ter noticias dela e de como as coisas andavam.

Antonia saiu do chuveiro e disse à Teresa que gostaria de sair, pois o ar de São Paulo estava fresco e ela não queria ficar em casa. Antonia estava muito estranha, pensava Teresa, que também estava muito chateada com o comportamento de sua esposa. “Como pode isso?! – pensava novamente. Mas, mesmo emburrada, saiu.. Não queria sair com aquela bengala, era tão chato! Desceram do elevador e entraram no carro. Antonia tinha tirado carteira há pouco tempo devido ao acidente de Teresa, mas dirigia muito bem.

O carro deslizava pela Paulista e ambas sentiam o vento em seus cabelos. Antonia, então, disse à Teresa que entrasse à direita, pois o bar que tinha visto na internet havia sido inaugurado naquela semana, e a pesquisa dizia que era muito recomendado. Ela obedeceu: quem escolhia os lugares era sempre Antonia, mas ela também pedia opiniões à Teresa. Era uma garagem subterrânea. Entraram no elevador e subiram até o décimo andar. Teresa continuava a achar tudo muito estranho, mas foi em silêncio.

Chegaram e no corredor: Teresa olhava para Antonia esperando uma explicação e nada. “Bar, um bar ali??? Como assim? Era um andar residencial!” Bem, Antonia tinha o dom de achar coisas exóticas. Bateram à porta e, ao abrirem, uma luz foi acesa e um parabéns entrou no ar… “Parabéns a você , nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!” Os olhos de Teresa se encheram de água, o lugar estava lotado!!! Olhou para Antonia e lhe disse:

- Sua danada, como não imaginei! Estava aqui te detestando, pois não havia se lembrado do meu aniversário!!

Abraçou e beijou a esposa profundamente, dizendo baixinho em seu ouvido:

- Hoje tem …, não bebe muito não, tá? Risos.

Bem, entre abraços e beijos lá no fundo do corredor saiu o Sr. Alfredo, advogado de Teresa que estava responsável pelo acidente junto ao seguro, e ele se encaminhou em direção às duas.

- Boa noite, Teresa, parabéns! Olá Antonia, ran, ran. – raspava a garganta e, sempre que fazia isso, estava nervoso. Teresa já sabia disso, pois trabalhava com ele há 10 anos.

- Fale, Alfredo, sem nervosismo, tá?

- Bem – disse ele – Teresa, quanto ao seguro, ainda está demorando, mas já sai, agora tenho outra coisa aqui que vai gostar.

- O quê, Alfredo, pare com esse mistério, diga logo!

- Calma, moça… é… ran, ran… é que a sua esposa pediu-me para dar entrada em uns papéis e…

- Que papéis????? – olhou Teresa assustada.

- Calma e saberá! Então, ela me pediu pra dar entrada nos papéis para inseminação artificial e…

- Como??? – exclamou Teresa, que olhou para Antonia e a emoção tomou conta de suas pernas, pois não deu conta de segurar a bengala.

- Fale, Sr. Alfredo – disse Antonia.

- E… – continuou ele – a decisão saiu e consegui a liminar da juíza! Podem se sentir muito felizez, vocês conseguiram!!!!!

Antonia abraçou Teresa, que chorava sem parar…

- Calma, amor, calma! – dizia Antonia. Teresa então lhe disse:

- Como preparou tudo isso sem eu saber?

- Ué, você estava de repouso e ia fazer aniversário, então pedi que ele ajeitasse tudo, esse é o meu presente, amor!

- O nosso presente, né Antonia? – Beijou-a, beijou-a e agradeceu profundamente.

Já era tarde quando chegaram em casa. Antonia foi direto para o quarto se trocar e, quando tirava o vestido, Teresa a abraçou pela cintura e disse que agora ela não escapava. Sentou Antonia e lhe tirou o vestido pedindo que ficasse de pé. Olhou-a de cima pra baixo e a abraçou forte. Beijou-a e a deitou na cama dizendo bem baixinho:

- Te amo , te amo e você acredita?

- Claro, amor, claro! Vem cá!

Beijaram-se como nunca e carinhos intensos foram trocados. Teresa beijou-lhe os seios, a barriga, suas pernas e tocou-lhe com caricia e delicadeza. Antonia tocou-lhe o sexo e ouviu um gemido, gemido que a invadiu e a fez lembrar que seriam mães. Neste momento tocou-lhe mais forte e penetrou o dedo em sua intimidade e outro gemido surgiu. Gostava de ouvir Teresa gemer, era excitante e prazeroso. Deitadas ali, rolavam pela cama com alegria e unidas, tudo era felicidade e aquela noite seria inesquecível.

Já estavam coladas, suadas e se beijavam com volúpia e desejo. Teresa adorava os seios de Antonia, beijava-os e chupava-os com saciedade – e Antonia amava a delicadeza de Teresa para amá-la. Tocavam-se com amor e desejo e a cada troca de caricias e gemidos mais se fundiam aqueles corpos. E, já em pleno gozo, Antonia disse à Teresa:

- Amor eu acredito em você, seu amor é verdadeiro, é tudo para mim!

Beijaram-se e se abraçaram já arfando e respirando intensamente, até que adormeceram abraçadas e tranqüilas. Ali havia vida, desejo, partilha e acolhimento, havia amor.

Bem, amigas, quero agradecer a todas que tem visitado esse lindo site e se deliciado com minha história. Desejo que tenham curtido mais esse capítulo e estejam ansiosas pelo próximo.

Gostaria de saber o que acham do tema “Filhos e homossexualidade”, deixem aí sua opinião.

Beijos carinhosos,
Cátia Aguiar

This post have 6 Comments. Would you like add one?

  • baby - 26 de setembro de 2010

    bom acho um otimo congunto eu por ex
    fui cliada com duas lesbicas e me dou muito bem com minhas
    maes

  • Brunella França - 5 de setembro de 2010

    Cátia, a história está maravilhosa!
    Sempre fico com vontade de voltar para o próximo capítulo. Sua escrita é envolvente, cada capítulo vai puxando para o próximo.
    E acho fantástico abordar temas importantes em textos literários.
    Vc está de parabéns.

    beijos
    Bru

  • Fabio Luis - 3 de setembro de 2010

    Olá Catia,

    Agradeço pelo convite, adoro ler os seus escritos. Já estou ansioso aguardando a continuação da história :)
    Quanto ao tema da homossexualidade não tenho nenhum preconceito embora saiba que hoje em dia grande parte da sociedade ainda tenha, acredito que o amor sendo verdadeiro todas as barreiras possam ser superadas.

    Tenha um ótimo final de semana!

    Beijos

  • Avassaladora - 1 de setembro de 2010

    Amigaaa… arrasaste de novo nesse capítulo do conto!

    Fenomenal!!! E sou super a favor de tudo o que vc expõe.. é bem por aí mesmo, manifestar nossos direitos sempre!

    Parabénsss queridona…. e continue nesse fôlego!

    Bitocass….. avassaladoras!

  • Taty - 1 de setembro de 2010

    Cátia querida, seu talento é nato e eu amei a reflexão!
    Estou adorando poder te acompanhar por aqui, continue se desenvolvendo sempre e aprimorando ainda mais a beleza de sua escrita!
    É um tema polêmico, mas que sempre deve ser discutido e esclarecido!
    Um beijo pra você! Parabéns!

  • Eni - 31 de agosto de 2010

    Cátia realmente muito bom, estou adorando pena que tenho que esperar para ver cenas dos próximos capitulos..mas fazer o que?!! Qto a homossexualidade e filhos, acredito no amor que 2 pessoas independente da opção sexual possam dar a uma criança,carinho , dedicação e muito mais. Vivemos em uma sociedade muito preconceituosa e os filhos dessas relações sofreram duplamente o preconceito, entretanto temos a obrigação de mudar isso, pelo menos de tentar mudar.
    bjs

Leave your reply here

Armazém das palavras

Networkedblogs

Assine

Insira seu endereço e-mail e receba as atualizações do Portal:

Delivered by FeedBurner


Since – 2009

Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.