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“A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.”

Horácio

 

Costumamos controlar todas as situações e muitas vezes nos perdemos quando o assunto sugere outra pessoa.

Somos como o cão sedento que olha para o riacho e não consegue saciar sua sede por medo de seu próprio reflexo na água.

Neste ponto ou se afasta e morre de sede ou simplesmente enfrenta-se o medo e alcança-se a solução do que há minutos parecia nos matar.

Pois bem, entrar em um novo relacionamento é tão difícil quanto à situação da fabula, ou ficamos o tempo todo examinando o novo que chegou,  refletindo nele o que já vivemos ou nos atiramos de vez e realizamos nosso desejo de correr de novo: riscos, perigos, certezas, dúvidas, choros, sonhos, risos, realidade… pelo menos tentaremos, não nos deixaremos morrer na encruzilhada, sem querer tomar novo rumo.

É claro que a tendência será de sermos mais cautelosos, todavia necessário se faz o apostar de novo, mesmo que lá na frente não tenha sido como o compositor disse: “começar de novo, vai valer a pena…”, mas teremos feridas a cuidar ou flores a colher.

Entre duas opções, uma boa outra ruim, se nos amamos de verdade e nos valorizamos, é claro que acreditaremos no melhor. A fantasia positiva talvez nesta hora possa alimentar um interior sofrido e que merece nova chance. Cuidado apenas para não vestirmos de idealizações um ser humano igual a nós mesmos.

Basta então saber que haverá defeitos e erros, comuns a qualquer humano, e que para nos acompanhar, dar prazer, merecer carinhos e reciprocamente amor, ninguém há que ser maior ou inferior a nós mesmos.

Medirmos a figura que se apresenta nas águas exatamente como nós nos julgamos e nos conhecemos talvez seja o segredo do sucesso de começar de novo e não RECOMEÇAR – que seria reciclar… nada do que foi, do que existiu…eis que o novo sempre vem.

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  • Dulce de Melo - 7 de outubro de 2010

    Obrigada meninas pelo comentário…estive fora do ar um tempo, por isto não agradeci antes…que bom, fico feliz que tenha sido util para suas reflexoes…grande beijo as tres.

  • Eni - 26 de setembro de 2010

    Dulce muito intrigante po texto e verdadeiro, muitas vezes não nos entregamos ao novo pelo medo, e também pela mania de comparar o que tinhamos pelo que podemos ter, e recuamos por medo de talvez sofrer novamente. Entretanto não devemos jamais desistir de seer feliz nessa vida, pois o que se vela dessa vida é a vida que leva. bjs

  • Avassaladora - 23 de setembro de 2010

    Dulceeee!

    Moça, o que é isso? Sempre arrebentando nossos corações, desconstruindo tudo o que pensávamos ser verdade sobre a vida!

    Lindo texto! Tu me impressionas sempre!

    Bitocas… avassaladoras!

  • Taty - 23 de setembro de 2010

    Dulce querida… sempre aurpreendendo, sempre nos mostrando o outro lado das mais diversas situações corriqueiras da vida!

    Adoro seus textos, de todo coração! Tenho recomeçado muitas vezes e sei o quanto esse passo é essencial para todos nós!

    Um beijo grande! Obrigada pelas sábias palavras!

  • cátia - 23 de setembro de 2010

    Pois bem, entrar em um novo relacionamento é tão difícil quanto à situação da fabula, ou ficamos o tempo todo examinando o novo que chegou, refletindo nele o que já vivemos ou nos atiramos de vez e realizamos nosso desejo de correr de novo: riscos, perigos, certezas, dúvidas, choros, sonhos, risos, realidade… pelo menos tentaremos, não nos deixaremos morrer na encruzilhada, sem querer tomar novo rumo.

    Dulce sou do tipo que encara o novo, me sinto instigada pelo conquistado e isso é acreditar sempre que nos seres humanos sempre temos um nova chance de sermos felizes!
    beijos

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