Desde que somos gerados, as pessoas já depositam em nós a incumbência de expectativas, frustrações e sonhos que não puderam ou que foram, talvez quisessem ser.
Ao nascermos carregamos este fardo por muito tempo e ali ao ouvirmos, a lermos, os acontecimentos que surgem, as primeiras decepções, o jogo da vida em deixar ir e permanecer, a opção em ficar e sofrer ou abrir a gaiola do coração. E tantas escolhas e renúncias fazem que nos formemos em personalidade, atitude, pessoa, seres mascarados, fantoches, personagens, e estes quando já cansados da irrealidade a que nos submetemos nos levam ao espelho do viver e nos perguntam: quem é você? Você é isto ou você está?
Ser e estar são dois verbos comumente usados de maneira tão errada, que os confundimos e costumamos dizer de objetos, pessoas, lugares, situações que SÃO nossos e não que ESTÃO em nossa vivencia.
Exemplo clássico: sou muito sensível – por isto me machuquei – ao invés de ser a verdade – estou muito sensível – por isto me deixei machucar.
Mas tanto que escrevo aqui sobre amor, auto-estima, sofrimento, dor, felicidade. Mas o que é a vida? O que é a verdade? O que são sonhos?
Hoje quero apenas dizer que não é não sustentarmos mais o leve jeito de sermos, mas sim o que não conseguimos sustentar mais a maneira como estamos na vida.
Há gente insatisfeita em estar naquele trabalho, naquele relacionamento, naquele sofrimento, naquela situação. E o que fazer?
Não há fórmulas, nem receitas, nem conselhos, nem bola de cristal, nem mágica. Silencie seu coração e veja: o que levou você a estar ali, com aquela situação, naquele local, com aquela pessoa? No que você está e se confundiu que é?
Perceba a diferença, trave um diálogo franco com você. Examine-se, relaxe, busque no seu ser e admita, não coloque barreiras e veja que SER não é ESTAR. SOMOS lindos, bondosos, vencedores, bem sucedidos, alegres, vitoriosos, amáveis e amados, porém não aceitamos isto e ESTAMOS sempre lambuzados de cremes, de exercícios, de rancores e mágoas, de posição de vítima, de perseguidos, de tristes porque não nos deram atenção, dependentes, indignos de amar e sequer sabemos o que é o amor.







Uau!!
Um arraso esse teu post, moça!!!
Falou e disse TUDO!
“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”!
Bitocas… avassaladoras!
Excelente reflexão, querida Dulce!!
Simplesmente adorei!!! É bem por aí mesmo, como é difícil às vezes assumirmos algumas coisas, né? Mas quando conseguimos, é tão bom!!
Vou pensar muito em tudo o que você disse, esteja certa!!!
Beijos, com carinho!
o catia, voce nao sabe o quanto seus comentarios me impulsionam a escrever mais e mais, pois assim percebo o rumo certo que tomo nos textos…partilhar com voce sobre o que escrevo é extremamente bom e importante…obrigada linda, beijos
Querida Dulce novamente voce soube usar as palavras com propriedade, parabéns!
Sabermos o que é amar!
Esse é o grande mar que navegamos dentro de nós….
Queremos ser amados, desejados, e a que ponto renunciamos para amar de verdade , em essencia aos que prezamos ou desejamos?
As perdemos tempo com querelas, mazelas e mesquinharias, mas exaltar o bem é que deve ser a pauta do dia sempre!
beijos