delikda 13 de outubro de 2010 Pensamentos , , , 4 comments
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Desde que somos gerados, as pessoas já depositam em nós a incumbência de expectativas, frustrações e sonhos que não puderam ou que foram, talvez quisessem ser.

Ao nascermos carregamos este fardo por muito tempo e ali ao ouvirmos, a lermos, os acontecimentos que surgem, as primeiras decepções, o jogo da vida em deixar ir e permanecer, a opção em ficar e sofrer ou abrir a gaiola do coração. E tantas escolhas e renúncias fazem que nos formemos em personalidade, atitude, pessoa, seres mascarados, fantoches, personagens, e estes quando já cansados da irrealidade a que nos submetemos nos levam ao espelho do viver e nos perguntam: quem é você? Você é isto ou você está?

Ser e estar são dois verbos comumente usados de maneira tão errada, que os confundimos e costumamos dizer de objetos, pessoas, lugares, situações que SÃO nossos e não que ESTÃO em nossa vivencia.

Exemplo clássico: sou muito sensível – por isto me machuquei – ao invés de ser a verdade – estou muito sensível – por isto me deixei machucar.

Mas tanto que escrevo aqui sobre amor, auto-estima, sofrimento, dor, felicidade. Mas o que é a vida? O que é a verdade? O que são sonhos?

Hoje quero apenas dizer que não é não sustentarmos mais o leve jeito de sermos, mas sim o que não conseguimos sustentar mais a maneira como estamos na vida.

Há gente insatisfeita em estar naquele trabalho, naquele relacionamento, naquele sofrimento, naquela situação. E o que fazer?

Não há fórmulas, nem receitas, nem conselhos, nem bola de cristal, nem mágica. Silencie seu coração e veja: o que levou você a estar ali, com aquela situação, naquele local, com aquela pessoa? No que você está e se confundiu que é?

Perceba a diferença, trave um diálogo franco com você. Examine-se, relaxe, busque no seu ser e admita, não coloque barreiras e veja que SER não é ESTAR. SOMOS lindos, bondosos, vencedores, bem sucedidos, alegres, vitoriosos, amáveis e amados, porém não aceitamos isto e ESTAMOS sempre lambuzados de cremes, de exercícios, de rancores e mágoas, de posição de vítima, de perseguidos, de tristes porque não nos deram atenção, dependentes, indignos de amar e sequer sabemos o que é o amor.

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  • Avassaladora - 18 de outubro de 2010

    Uau!!
    Um arraso esse teu post, moça!!!

    Falou e disse TUDO!

    “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”!

    Bitocas… avassaladoras!

  • Taty - 17 de outubro de 2010

    Excelente reflexão, querida Dulce!!

    Simplesmente adorei!!! É bem por aí mesmo, como é difícil às vezes assumirmos algumas coisas, né? Mas quando conseguimos, é tão bom!!

    Vou pensar muito em tudo o que você disse, esteja certa!!!

    Beijos, com carinho!

  • Dulce de Melo - 15 de outubro de 2010

    o catia, voce nao sabe o quanto seus comentarios me impulsionam a escrever mais e mais, pois assim percebo o rumo certo que tomo nos textos…partilhar com voce sobre o que escrevo é extremamente bom e importante…obrigada linda, beijos

  • catia - 15 de outubro de 2010

    Querida Dulce novamente voce soube usar as palavras com propriedade, parabéns!
    Sabermos o que é amar!
    Esse é o grande mar que navegamos dentro de nós….
    Queremos ser amados, desejados, e a que ponto renunciamos para amar de verdade , em essencia aos que prezamos ou desejamos?
    As perdemos tempo com querelas, mazelas e mesquinharias, mas exaltar o bem é que deve ser a pauta do dia sempre!
    beijos

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