delikda 25 de outubro de 2010 Contos , , , 10 comments
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Noite de chuva, sem carro e sem nada para fazer… Um tédio só, então vamos para internet. Eu e minha amiga estávamos em meu quarto quando ela resolveu que queria conversar com um “casinho” que havia conhecido na internet.

Papo vai, papo vem e eu estava ouvindo música, quando falei: “É minha vez agora, chega, né?”, dando gargalhadas. Éramos as mais palhaças juntas.

“Tá bem”, ela disse.

Despediu-se de seu namorico e me deixou navegar. Saí da sala de bate papo, troquei de nickname e entrei na mesma sala. Comecei a conversar com uma, depois com outra até que o “caso” da minha amiga (vamos chamá-la de Paula) resolveu puxar conversa comigo.

Falei para minha amiga que Paula ainda estava na sala. “Tudo bem”, ela disse.

Bem, então me apresentei e comecei a conversar com Paula sobre minha amiga.

Disse que deveria cuidar bem dela…. Que eu tinha grande estima e que não deixaria nada de ruim acontecer com ela. Depois de alguns minutos de conversa, trocamos e-mails para mantermos contato, nos despedimos e saí da sala de bate-papo.

Desliguei o micro, minha amiga já estava quase dormindo e eu me aprontei para fazer o mesmo.

No dia seguinte minha amiga foi embora para sua casa. Na mesma noite, eu resolvi espiar meus e-mails, quando me deparo com uma mensagem de Paula. Dizia que gostou muito de conversar comigo e adoraria ter uma amiga assim, que se preocupasse e cuidasse dela com tanto zelo.

Os dias foram passando….. Mais e-mails trocados….. telefones. Senti que ela estava bastante entusiasmada com nossas conversas, mas paralelamente continuava a teclar e falar ao telefone com minha amiga.

Ela morava e estudava no interior de São Paulo e eu morando na capital. As ligações não poderiam ficar muito freqüentes, pois acabava saindo muito caro.

Com isso, Paula começou a ficar mais objetiva no que queria e eu não vou negar que estava sentindo certa atração por ela. Morena, de corpo bem feito e um sotaque mineirinho que perturbava minha cabeça.

As conversas por telefone estavam ficando mais quentes e enlouquecedoras a ponto de nos perdermos em nossas palavras, gemidos e gozos.

Resolvi que deveria falar com minha amiga, pois ao mesmo tempo em que estava curtindo aquele “affair”, me sentia mal por minha amiga.

Falei com Paula sobre o que iria fazer, ela me confidenciou que estava desencanando de minha amiga e me deu apoio, dizendo que também falaria com ela.

Caramba! Um dilema enorme pairou sobre minha cabeça: “O que faço? Entro de cabeça nesta relação? Mas posso perder uma amiga! Ela não entenderia que o que aconteceu não foi premeditado e, sim, acharia que eu teria me aproveitado de uma situação…”

Tomei coragem e fui conversar com ela… Contei tudo, exceto a parque picante dos telefones, pois seria demais.

Dito e feito, ela ficou louca comigo… Xingou… Gritou. Aí, me senti a pior de todas!
Contei para Paula e ela, na mesma hora, ligou para minha amiga expondo a situação. Explicou que tudo foi acontecendo e que nada foi combinado ou premeditado, que não tínhamos culpa daquilo e o sentimento surgiu naturalmente.

Por algum tempo, minha amiga cortou relações comigo, desapareceu. Tentei contato, em vão. Senti-me muito mal com isso, mas eu tinha Paula para me confortar.

Depois de toda essa tempestade, resolvemos nos encontrar finalmente. Ela estava estudando e ficaria complicado para vir a São Paulo, então fui para o interior.

Numa sexta-feira, encarei um ônibus e seis horas de viagem. Nossa! Coração na boca e muito receio, pois não nos conhecíamos pessoalmente, somente por fotos.

Aliás, eu a conhecia… (risos)… Ela não me conhecia.

Havíamos combinado que ela me pegaria na rodoviária e estaria de jeans azul e blusinha rosa me esperando. O ônibus foi encostando e eu a vi de longe… “Putz” – pensei – “Ela é muito linda e não vou mentir… muito boa também!”

Um abraço caloroso me recebeu, junto a um beijo no rosto que sufocava um outro muito mais fogoso e quente.

Pegamos um táxi até sua casa e no caminho fomos conversando sobre a viagem, a minha chegada e nossa ansiedade.
Logo estávamos na casa dela, onde morava com um primo e mais alguns amigos e amigas. Quase todos estavam fora, exceto o primo que estava se preparando para ir a uma festa. Era final de semana, muitos foram para casa de seus pais ou caíram numa farra de dois dias.

Teríamos a casa somente para nós!
Fui apresentada ao primo, guardei minha mala em seu quarto e ela começou a preparar algo para comermos na esperança que seu primo fosse embora o mais rápido possível.

Já quando estávamos no meio do jantar, o primo se despediu e saiu.

Aiiiiiiiiiiiiiiiii….. que tortura!!!!!!!!!!!!!!
Que ainda se prolongou… lavamos a louça, fechamos a casa e ela perguntou se eu me importaria em esperar ela tomar um banho.

Pensava eu… “Quero ir junto!!!!!!!!!!” Mas, certa timidez nos assolava.
De repente, ela começou a tirar a roupa na minha frente. A blusinha, as sandálias, a calça; tudo bem devagar e eu sentada em sua cama, hipnotizada.

Estas roupas escondiam um biquíni pequenino e branco, que contrastava a uma pele morena bronzeada.
“Nossa… Nossa… Nossa…” – e eu só consegui perguntar o porquê dela estar de biquíni.
Ela me responde: “Não gostou?”
Blá…  me senti com cara de boba… rs…. não sabia onde enfiar a minha cara!
Respondi que adoraria tirá-lo.
Recebi uma suave e arrebatador: “Vem!”
Nossa!!!
Agarrei-a pelos braços e a beijei com toda a vontade que estava dentro de mim. Longamente, de forma quente e voraz.
Daí, calmamente a olhei e desfiz o laço que prendia parte de cima de seu biquíni. Olhávamos penetrantemente em nossos olhos; o desejo, a vontade de nos amarmos tomava conta de nós.

Comecei a beijá-la novamente, o beijo que começou a percorrer seu corpo, A nuca, os ombros, o peito, os seios ( lindos!!!). Agarrei aquela menina e a levei para cama, agora sem qualquer pressa… Comecei a degustar tudinho, sem pudor, sem receio.

Ela não deixou por menos, começou a tirar minha roupa peça por peça, até estarmos completamente nuas, nos tornando apenas uma.

Bocas, mãos, pernas se entrelaçavam num frenesi enlouquecedor. Beijávamos, nos tocávamos, nos apertávamos, buscando aquele prazer suprimido por tanto tempo.

Nesta noite conheci uma garota selvagem, safada e muito… muito “caliente”.

Sem qualquer vergonha, se entregava deliciosamente para minhas mãos, minha boca e meus mais secretos desejos. A reciprocidade era plena, explodíamos de prazer…

Permiti-me ousar, tocar, lamber e chupar tudo o que tive vontade. Uma mulher num corpo de menina, com gozo de quem sabia o que queria e como queria; e a molecagem típica da nossa juventude.

Praticamente dois dias de um deleite sexual nunca provado, com muito carinho e paixão. Paixão esta que nos permitiu uma entrega total de sentimentos e vontades.
Mas, o final de semana já estava no fim. Eu teria de voltar para São Paulo no fim da tarde de domingo e ela iria começar suas provas finais na faculdade.

Triste e dolorida foi à partida, pois não imaginava que seria a primeira e a ultima vez que a veria.
Nós duas tínhamos correntinhas no pescoço…. trocamos para guardamos de lembrança.
Continuamos a nos falar por telefone por algum tempo, ainda nos desejávamos muito. Mas, o trabalho me prendia aqui e ela, assim que terminasse a faculdade, iria morar no Rio de Janeiro com a mãe.

O tempo foi nos afastando mas, no entanto, começamos a entender que a distância não poderia sustentar esta paixão. Com o tempo ela foi amornando, ficando menos presente e dando espaço para uma amizade muito gostosa.

Não vou dizer que isto foi rápido e fácil. Este processo foi longo e dolorido.
Contudo, restaram lembranças maravilhosas de um final de semana espetacular e de uma de pessoa que sempre terá seu espaço em meu coração.

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  • andreza - 8 de julho de 2011

    ,.,.,.,CARAMBA…….. GOSTEI D+ TUDO D BOM………. PARABENS;;;;;;;

  • Ana Cristina - 13 de janeiro de 2011

    Adore agente acaba se envolvendo de um gente que parece que estamos vivendo isto.

  • paulo - 9 de novembro de 2010

    Que conto!! Lê-lo do inicio ao fim é uma obrigação e um prazer.
    Gostei

  • DULCE DE MELO - 27 de outubro de 2010

    Este é o dilema da carne ne´? risos…apostar no nosso desejo e deixar de lado um sentimento tão sublime como a amizade. Vi uma traição, coisa que nao compartilho.
    Mas é uma realidade, e você a relatou muito bem mesmo, com todos os detalhes..risos…é uma história de “pele”, com a qual muitos irão se identificar.
    Cada um tem sua maneira de enxergar e penso que vale a pena arriscar, sim, sem se ferir e sem ferir alguém.
    Que pena, que foi apenas “carne” e com o tempo vocês viram que não passaria disto.
    Ainda torço pelo amor. Sou uma sonhadora, uma monogamica…risos..e prezo muito o viver sem fazer sofrer.
    Mas, parabéns, foi ótimo, muito bem colocado o texto e rico em detalhes eróticos.risos.
    Espero que as personagens encontrem um amor e aqui você possa narrar todos estes detalhes entre duas pessoas livres que se amem e não tenham que deixar outra infeliz, por causa do seu prazer.
    ÓTIMO TEXTO, ÓTIMA REFLEXÃO, ÓTIMA COLOCAÇÃO. PARABÉNS DE VERDADE.
    DESCULPE AÍ MINHA FRANQUEZA, MAS QUANDO A GENTE É TRAÍDA, kkkkkk…NÃO É BOM SE IDENTIFICAR COM SUA AMIGA, E NESTA PERSONAGEM EU FUI ELA.
    CONTINUE ESCREVER QUERIDA.
    PRAZER IMENSO RECEBE-LA AQUI. AFINAL DE CONTAS É OUTRO PONTO DE VISTA COM O QUAL MUITOS SE IDENTIFICAM.
    BEIJOS, SEJA BEM VINDA, PARABENS.

  • Rafa - 26 de outubro de 2010

    rsrsrs , pará tudo mesmo eu tenho uma historia parecida
    e nao quero que nada termine assim :o
    - Um conto interessante amores adorei bjos :p

  • Rafa R. - 26 de outubro de 2010

    kkkkkkkkkkkkkkkkkk gntt, paraa… para tuuudooo
    é muito identica com a minha historia uhaaua
    minha namorada da capital
    eu do interior
    nunca tinhamos nos vistos.. papos apenas por msn e pelo PL
    fotos apenas
    kkk
    a diferença é q virou namoro e continua ate hj.. *.*
    agora entendi pq ela qria tanto q eu lesse rrsrs
    aadorei
    beeijooss

  • Avassaladora - 26 de outubro de 2010

    Uauuuu, gatona!!!

    Arrasaste neste conto!!!! Fiquei só na vontade aqui… hehehe!

    Espero passar muitas vezes por situações como eesa, mas sempre com um final feliz, de preferência na horizontal!!

    \o/\o/\o/\o/\o/

    Teu talento é “tudibom”!!!!

    Bitocas… avassaladoras!

  • Marilia - 26 de outubro de 2010

    Excitante…..
    Interessante….
    Sexy e sensual….
    Apaixonante….

    Enfim, LINDO!

  • Taty - 26 de outubro de 2010

    Querida!!

    Saiba que este conto me intrigou demais e eu não consegui parar de ler até chegar à última linha!!

    Muito envolvente e sedutor, do jeito que deve ser!!

    Parabéns sempre, sei que você vai looonge e tem sempre muito a nos contar!

    Beijo grande!

  • Fábio Valentim - 26 de outubro de 2010

    Maravilhoso, excitante e muito sexy esse conto. Você escreve bem. Meus parabéns. Beijos.

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