Quem de nós nunca passou por um período em que o teatro esteve vivo em nossa vida?
Esta indagação mais parece letra de música melosa de quem sofre e não se encontra e fica ali deitado, esperando que a peça continue!
A duração do espetáculo prolonga-se pelo tempo que queremos assistir-lhe.
Penso que o que nos faz manter interpretando muitas das vezes é não admitir que seja uma “realidade virtual”. Permanece o período em que tenha começo, meio e fim. Mas a questão é o final… Quando é que a cortina poderá se fechar?
Aprendi que o círculo fecha-se no momento em que decidimos ficar em pé, olhar para o espelho e aplaudir ou vaiar, é a hora da avaliação da própria representação, do conteúdo desenvolvido. A platéia somos nós mesmos.
Incrível como este tipo de arte imita mesmo a vida que supostamente levaríamos. Neste ponto há que haver o perdão pelos escorregões no palco, pelo roteiro esquecido, pela mudança repentina de personagens escolhidas.
É realmente neste estágio de auto avaliação que surge o sofrimento ou o aprendizado. Novamente somos nós que decidimos. Todavia decidir nos possíveis fracassos é tremendamente doloroso, quando a ansiedade e o pessimismo da culpa nos assolam. Neste ponto transferimos para um público imaginário as críticas, a culpa a ser infligida em nós, pois pensamos ter falhado.
Importante nesta hora não nos combater e viver a sabatina a que nos submetemos. É um debate de almas, de personalidade, aonde o emocional tente a expressar o que o subconsciente vem guardando desde nossa concepção.
Transferir a vida para este entretenimento é comum em nós, quando almejamos criar ou nos punir pelo que na existência não conseguimos ainda resolver.
Neste instante vale olhar firmemente para dentro de si e analisar que a personagem pode mudar a cada cena ou encerrar ali a representação, se tanto mal ela nos fez.
A partir do momento da aceitação de tudo, da releitura de tudo, passa-se a realidade de que tudo valeu à pena. Saímos melhores e maiores, prontos a fazer no real tudo ao contrário do que se imaginou e que feriu, não foi positivo.
Difícil? Ah! Isto não sei. Apenas me conscientizo de que há um céu, uma terra, pessoas, sentimentos, tarefas reais que me aguardam para executar, agora, que passei pelo teste do fugir de dentro de mim, anular tudo aquilo que eu era realmente para adaptar-me ao meio que naquela hora era necessário para minha vivencia.
Convido você neste momento de leitura a se perdoar pelo que não foi positivo, a pensar no quanto você cresceu e finalmente levantar-se, mesmo que não haja manifestação alguma calorosa ou negativa. Ai, então, em pé, seguir rumo ao real, ao concreto e deliciar-se com tudo que estava sendo preparado para seu renascimento, sua volta.
Neste estágio de minha vida, quis partilhar com você que um dia tomará conhecimento deste texto. Não foi fácil para mim, não será para você, mas valerá à pena pensar que você não deixou escapar aquilo a que você propôs, mesmo errado a outros olhos, admita, você precisava.
Ame-se agora e decida se continuará sendo ator, atriz ou se realmente você prefere ser o roteirista da realidade.
Lembre-se de que o tempo aqui é curto e faça valer o hoje, passado, o próprio nome já diz, é deteriorado, acabado, terminado. O presente é para todos, cabe a você abrir o pacote e receber o troféu de um combatente emocional ou psicológico, e lhe dar a coroa da vitória.
Comemore! Cante! Dance! Festeje! O show já terminou.
Dulce de Melo
27/10/2010







Dulce, querida!
Maravilhosas palavras que enchem nosso coração de esperança e conscientização!
É tão importante refletir sobre tudo isso! Mas sei que raras vezes entendemos tal verdade a fundo!
Estou me resgatando!
Beijos!!
ô marilia que satisfação receber seu comentário positivo. Eu que tenho que agradecer por haver pessoas de mente aberta como a sua para ler, assimilar e entrar em empatia comigo…claro me dando um feed back para que a minha verdade nao seja a absoluta.
Um grande beijo.
Todos queremos nos resgatar…
Já temos uma presidente sapa agora só falta votar no Blog !!!!
Prêmio Top Blog
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além de eleger uma presidente do Brasil,
também elegemos o nosso blog.
Fantástico, Dulce!!!!
Obrigado por dividir essa intensa reflexão!!!
A cada etapa de nossas vidas temos algo a aprender e, com certeza, morreremos sem saber de nada…. o importante é tomar as rédeas do nosso viver!!!!
Obrigado novamente!!!!