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“Droga!”, resmungou Carmem… “O que Ricardo achava que era? O supra-sumo? Como podia falar assim das mulheres? Vou terminar dessa vez, não agüento!”
Era sempre assim quando se encontravam: brigas e mais brigas, além da eterna discussão sobre os direitos femininos e as diferenças no universo sexual de cada ser. Ricardo era de uma família bem tradicional, apesar da evolução e do progresso da sociedade. Não gostava de mulheres que mandavam e comandavam, das feministas e das “bem de vida”… Como ele dizia, “essas eram as piores!” Ele sempre afirmava isso, que mulher e muito dinheiro diminuem o homem. Se a mulher é lésbica, piorou!
Carmem entrou em casa, profundamente irritada, e deu de cara com seu pai, que foi logo perguntando o que havia acontecido. Respondeu que era por causa de Ricardo, pois sempre que chegava assim era porque tinha encontrado o namorado.
“Larga esse homem!” – dizia sempre seu pai.
Entrou, tomou uma ducha e se deitou. Fechou os olhos e lembrou-se de Alicia.
“Como era atraente! Que sorriso!”…“Epa! O que está pensando, Carmem? É uma mulher! Já disse para não pensar isso? Quer ter problemas como teve no colégio?”
Carmem sempre pensava em mulheres quando seus romances masculinos começavam a ter conflitos. O que, na verdade, aconteceu a vida toda, durante exatamente 30 anos, idade dela
hoje. Bem, fechou os olhos e se entregou aos braços de morfeu.
Alicia acordou e, ao olhar para o relógio, se assustou, pois tinha uma reunião às 10 horas e já eram 9!!! Levantou-se, tomou uma ducha, pegou os documentos e as passagens… Quase ia esquecendo, tinha um vôo para Brasília às 14 horas e com retorno para o mesmo dia. Reunião com o secretário de cultura, mudanças nos eventos que envolviam as universidades públicas e as verbas fornecidas. “Ai, que chatice!”, pensou Alicia.
Ao meio-dia, desceu para almoçar. Enquanto isso, do outro lado do estacionamento, Carmem descia apressada as escadas da faculdade de Ciências Sociais e, ao ver Alicia, andou mais depressa. Alicia, ao vê-la, lembrou-se da moça do esbarrão e do bate-papo na lanchonete. Era bonita, inteligente, Alicia adorava moças inteligentes, tinha tesão por mulheres assim, e Carmem era muito inteligente!
Atravessou todo o estacionamento e, ao se aproximarem, algo mexeu com as duas. “Oi!”, disse Carmem, cujo coração estava a mil com a proximidade de Alicia. Já Alicia pôde olhar melhor pra
Carmem e constatou que ela era charmosa; não era uma moça linda, mas tinha muitos encantos. Alicia não acreditava que a beleza fosse o carro-chefe de uma relação, e sim o modo como as duas pessoas iriam conduzi-la.
Carmem segurou a mão de Alicia, dizendo que ia a um restaurante muito agradável. Convidou-a para almoçar, pois com certeza estava com fome assim como ela.
Convite aceito, dirigiram-se para o carro. Chegaram ao restaurante e assentaram-se. Carmem chamou o garçom e pediu o cardápio. Escolheram, comeram e, logo depois, começaram a conversar. Alicia perguntou se Carmem ia sempre aquele lugar e ela respondeu que sim. Perguntou se tinha compromisso com alguém e ela simplesmente disse que não. “Como não?”… Mas, quando viu, já tinha mentido.
Alicia amou aquela resposta, pois já podia investir na conquista, pensou rindo, maliciosamente, sozinha. Olhou para Carmem e perguntou se já tinham lhe dito que possuía lábios maravilhosos e um par de pernas de tirar o fôlego. “Não!”, respondeu Carmem. Começou a ficar corada com aqueles elogios. Nem Ricardo havia lhe falado aquelas coisas e o seu maior medo: tinha adorado!

“Ai, quem é essa mulher?”, pensou Carmem… e mais: “O que ela está fazendo comigo?”
Beijos carinhosos a todos e espero que tenham gostado! Logo tem mais!







Estou a gostar!
Beijos,
Cátia querida!!
Eita!! Curti!!! Cadê o resto da história??? Já tô muito curiosa!!!!!
Continue assim, escrevendo e encantando!!!!
Beijos
Hey Catita!!
Mais um conto de arrasar esse teu, hein? Mal posso esperar para ler o restinhoooo… vou ter que esperar uma semana? #sacanagem
Mas tudo bem, se é por ti, tudo vale a pena!!
Fantástico, querida!
Bitocas… avassaladoras!
Querida Cátia!
Amei esse segundo capítulo e já estou aguardando o terceiro!
A história de Carmem e Alícia vai dar o que falar!
Beijos e parabéns pela escrita!! Como sempre, ímpar!
Hummmm… onde será que a nossa escritora levará essas duas? Já vislumbro proposições de reflexões importantes para nós. Parabéns querida e até o próximo capitulo.
Beijos