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Chegaram à casa de Alicia. Chovia muito, havia diversas coisas a fazer e, portanto, Carmem começou a arrumar a casa. Mas, de repente, entrou em pranto. O choro era convulsivo como se estivesse com uma dor forte e intensa a alastrar por todo o seu corpo. Alicia levou um susto, mas apenas a abraçou forte, dizendo que estava ali, que ela não ficasse assim. Carmem quis ir embora, mas ela não deixou. Levou-a para o quarto e a deitou, perguntando o que estava sentindo. Ela apenas disse que tinha muito medo. Medo de suas escolhas, de suas novas experiências, de não conseguir desfazer-se dos lanços antigos, de abrir a nova porta, de se achar imunda, de tantas coisas que não conseguia definir, pois estava tudo confuso.
Alicia quis auxiliá-la, fez o que era possível naquele momento, deu–lhe um chá de capim cidreira para acalmá-la. Carmem chorava muito e não conseguia parar. Alicia pensou em um terapeuta, perguntou se ela conhecia algum. Carmem lhe passou o número do telefone e disse que já o conhecia. Mais do que depressa, Alicia ligou e soube que ele chegaria de férias somente na próxima semana, então viveriam um tempo de suspense, Alicia, pragmática como sempre, pensou o que poderia fazer até lá… Aquela mulher que amava tanto precisava de ajuda, estava doente… o que poderia fazer? Então. conversou com Carmem, dizendo para se acalmar e esperar que tudo seria resolvido, pois venceriam aquela batalha.
No outro dia, pela manhã, Carmem acordou em suspense, com uma violenta taquicardia e com um medo intenso. Olhava para Alicia como se não a conhecesse, teve pavor daquela situação. Chamou-a e lhe disse o que estava sentindo. Alicia chorou muito… Aquilo não poderia estar acontecendo, logo agora que tinha tanta certeza de ter encontrado sua companheira para vida
toda! Não queria ficar só novamente, lutaria para que a história das duas tivesse um enredo de felicidade… Levantou-se e fez um chá de alecrim para sua amada, já que acreditava no poder da natureza e seus elementos. Convidou Carmem para uma caminhada no parque próximo à sua casa que, com certeza, lhe faria bem.
Caminhando entre as mangueiras e com toda aquela natureza Carmem foi relaxando e se entregando. Pararam varias vezes ao longo da trilha e ela chorou muito nos braços de Alicia que a acolhia, mas também tinha receios do que poderia acontecer, sua intuição lhe acenava com a possibilidade de Carmem desistir daquele relacionamento, ela também era invadida por receios que a apavoravam. Chegaram em casa e fizeram o almoço, Alicia olhava para Carmem e a via com o olhar perdido, sem forças, as lágrimas acompanharam Carmem ao longo de todo aquele dia. Finda a tarde, Carmem diz que tem medo de adormecer apesar de estar exaurida, não quer que as sensações de pavor e vazio retornem no dia seguinte. A madrugada já se anunciava quando adormeceram junto com as incertezas do caminho a trilhar e diante de uma revelação que por um tempo ia causar tempestades…







Catita, amada!
Lindo capítulo, repleto de reflexões e grandes impactos!
Quero mais!
Bitocas… avassaladoras!
Querida Cátia,
Você sabe o quanto gosto de ler seus escritos e conhecer um pouquinho mais do seu pensamento por meio dos textos, né? É um momento muito especial, uma grande troca apesar da distância!
Saiba que te considero muito e torço para que o final da história seja feliz… e para que você, amiga do coração, também se sinta sempre muito alegre, do jeito que merece!
Beijos, com carinho!
AMAR pode ser assustador….. espero que elas superem tudo….
Dizem que o amor conquista tudo…. vamos ver……
Beijos, querida Catia, parabens por mais este capitulo!!!