•    
  •  

 

 

Talvez você esteja se questionando: mas toda escolha não é livre?

Nem sempre, muitas vezes escolhemos o que mais convém o não atingir o outro, pois poderá causar polêmicas e geralmente não queremos contradizer ninguém, pois a sociedade e todos os livros de auto-ajuda e tantas palestras que ouvimos por aí é que temos que melhorar para podermos ter bons relacionamentos.

Por isto, passamos toda nossa vida a apalpar corações, a encontrar emoções, a falar o que só somos treinados a falar. A conseqüência disto é desastrosa, pois ao invés de lermos nosso próprio livro da vida, passamos a reescrevê-lo a partir do outro

Ser livre é expressar aquilo que nos é próprio, e claro toda escolha tem como conseqüência uma conseqüência, e é aí que entra nosso Eu, sim, voltamos algumas cenas do nosso arquivo pessoal e em situações novas ou parecidas como reagimos? Vale à pena repetir a atitude ou modificá-la? O que nos trará maior prazer, mais verdade?

É uma eterna busca pelo perdão próprio, pelo autoconhecimento, pelo fazer uma personalidade nossa, somos diferentes, mas temos afinidades e talvez nosso entender complemente o que falta no outro e vice versa.

Reconhecer o erro é uma tarefa difícil para nós, pois não abrimos nossas lembranças, esperanças, sonhos… somos impelidos a não estragar, a ter que dar certo, a não falhar, a ser sobre humanos.

Diálogo: entendi como o que sempre tive com meus pais, eles expunham, eu ouvia, falava o que eu pensava e no fim não havia concordância nem minha nem deles.

Todavia, apesar do pouco estudo que eles têm, há neles uma sabedoria tremenda: de olhar para dentro deles e medir, rever o que já haviam experimentado nesta longa vida que os dois têm (94 e 80 anos respectivamente) e com certeza, muitas cenas mesmo aquelas que ocorreram semelhantemente com meus outros nove irmãos, serviam para que eles voltassem ao assunto e assim me ensinavam o que estava dentro de mim, qual era minha verdade, uma determinação que eu assimilava em livros ou relacionamentos ou o que de mais profundo existia em mim.

Então, novamente o tema voltava e com certeza nestes 43 anos da minha vida eu soube enxergar neles e em todos que fazem parte por um tempo, ou por mais tempo da minha companhia, uma maneira sempre nova, mas real, que é minha e instigo o outro a pensar na dele.

Não quer dizer que haverá consenso sempre, mas aprendemos assim a amar, respeitar e entender o outro e ele a nós.

This post have 3 Comments. Would you like add one?

  • Dulce de Melo - 17 de fevereiro de 2011

    Obrigada queridas.Nossa, voces sempre me incentivando. É por isto que me sinto motivada a colocar o que está dentro de mim, meus pensamentos e idéias em escrito, pois sei que de alguma forma será aproveitado por alguem.

    Amo voces.Obrigada por tudo.
    beijos

  • Taty - 4 de fevereiro de 2011

    Querida Dulce, saudade de você!

    Tenho repensado muito sobre minhas escolhas e pode ter certeza de que seu texto foi mais do que propício para me ajudar!!

    Amei! Obrigada!!

    Beijos!

  • Avassaladora - 3 de fevereiro de 2011

    Dulcita, querida!!

    Sempre escolhemos, mas quase nunca temos a consciência disso!

    Até que ponto somos livres de nossas próprias prisões?

    SHOW!

    Bitocas… avassaladoras!

Leave your reply here

Armazém das palavras

Networkedblogs

Assine

Insira seu endereço e-mail e receba as atualizações do Portal:

Delivered by FeedBurner


Since – 2009

Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.