
Certeza? Certeza? Naquele momento, a única certeza que estava ficando cada vez mais clara para Carmem era a de que amava aquela mulher com a força de sua alma. Um amor tão forte que doía às vezes, e que era tão intenso e verdadeiro que ela passou a ter medo de perder sua amada. Quanto à sua profissão, seus estímulos quanto à vida e tudo o que fazia antes de viver as crises nervosas, não tinha certeza e pedia a Deus para encaminhá-la no que fazer ou, então, que pudesse retornar à sua vida normal.
Alicia continuava em sua vida corrida, mas as férias estavam chegando e ficaria mais tranqüila. Tranqüila? Alicia? Sempre correndo e resolvendo coisas, até nos fins de semana, deixando Carmem com ciúmes (nunca havia sentido isso antes) e, devido à tamanha carência, querendo sua atenção a todo momento. Ela estava cansada e ainda tinha que dar conta de Carmem com as dificuldades para retomar sua vida.
Carmem, apesar de saber amar Alicia, ainda possuía medos, inseguranças que a perturbavam, e os sintomas de crises persistiam, claro que em menor grau, mas a preocupavam, pois sua licença médica seria de apenas mais 30 dias e, pelo visto, sua psiquiatra não lhe daria mais tempo. Estar naquele mundo ainda a perturbava, ser gay ainda soava estranho, mas se lembrava de uma frase que tinha lido em um conto lésbico: “Ser lésbica é algo intrínseco, não é um jeito de ser, é ser, ser diferente sendo semelhante. Por isso a dificuldade das pessoas aceitarem, pois o diferente assusta; nunca sabemos como iremos nos comportar no papel do diferente…”, pensava ela, que ainda sentia isso na pele.

O aniversário de Carmem estava chegando e ela andava nervosa, ansiosa, e chateada com sua fase sexual apagada. Remédios antidepressivos e ansiolíticos e mais alguns, que refletiam nessa área, somados à sua própria preocupação. Sua fêmea voraz não admitia que estivesse sem libido, sem desejo… Parecia morta e isso complicava sua cabeça ainda confusa; por vezes, dizia não gostar mais de Alicia ou que talvez não fosse lésbica e esses pensamentos começavam pela manhã e iam até a noite, deixando-a irritadiça e muito ansiosa. Queria paz no seu pensar e calmaria no sentir, mas esses pensamentos não ajudavam. Alicia, que já estava de férias, apenas dizia que era besteira e que tudo era uma fase; sentia falta dela, mas respeitaria esse momento, pois acreditava que ainda teriam muitas noites de amor.
Resolveram fazer um almoço de aniversário. Carmem chamou seus pais e sua irmã. Ver a família ainda a perturbava, mas já estava bem melhor e orou para dar conta no dia do seu renascimento. Suas orações todos os dias eram para que ficasse bem com Alicia e que desse conta de levar aquela história de amor para frente; que o amor fosse maior que todas as suas dificuldades e dores da alma. O almoço transcorreu bem, ela escondeu alguns sintomas que teve, mas deu conta.
À noite, resolveram enviar os convites virtuais a alguns amigos para virem no sábado dar o seu abraço de parabéns. Alicia achava que isso faria bem a Carmem, trazendo novos ares e mais segurança. Beijaram-se e foram para cama. Deitadas, se abraçaram e se aconchegaram uma nos braços da outra. Na sexta pela manhã, Carmem amanheceu chorando, sua amada ouviu e foi correndo até a cama para saber o que havia acontecido. Chegando, Carmem lhe perguntou se ela a amava, mesmo ela não tendo desejo. Alicia lhe deu um “pito” e disse que, se estava com ela, era porque a amava e que o sexo não era tudo. Além do mais, ela ficaria normal, era só dar tempo ao tempo.

No sábado, preparariam a casa para o sarau. Alicia estava na cama, quando Carmem chegou lhe beijando mais audaciosamente, subiu sua blusa e começou a beijar-lhe os seios brancos que, ao toque de sua língua, se arrepiaram. Deitou-se e sua “encantada”, elogio carinhoso pelo qual Alicia chamava Carmem, deitou em cima dela somente de shortinho. Já estava molhada e Alicia, a cada toque e caricia, se arrepiava e a desejava, dizendo estar com saudades. Carmem tentava esquecer as cobranças que sua mente lhe fazia a esse respeito e buscava se entregar apenas ao momento de amor.
Os beijos aumentaram e, mesmo não gozando ou se sentindo nas nuvens, Carmem levou Alicia ao gozo de prazer e isso a deixou feliz. Ela sorria com aquela situação. Eram muitas emoções, fora os sintomas de taquicardia que ainda havia em algumas situações e que já não a deixavam “grilada”, mas sim atenta.

Carmem, às vezes, tinha a impressão de que tudo aquilo fora um sonho e o único fato que a preocupava era de que o amor também não fosse apenas um sonho, pois tudo acontecera tão rápido. O encontro das duas, o apaixonar-se, mesmo em meio às crises de depressão e pânico, o amor, a mudança de residência, as licenças médicas, e os variados sintomas e crises emocionais que a perturbaram tanto a ponto de achar que estava enlouquecida. Lembrava que, em meio a tudo que ocorreu, os olhos de Alicia e seu sorriso sempre foram à fonte de que seu coração bebia para preservar sua sanidade, ponte que a ligava ao mundo real e lugar onde tudo podia acontecer. Agora, que estava mais lúcida e mais forte, os olhos de sua amada ainda eram o brilho constante de sua realidade com sua nova identidade, eram a revelação de um novo mundo no qual estava a entrar.
Mais uma vez deixo aquele beijo estalado em seus corações!
Continuem torcendo e deixando seu recadinho!
Cátia Aguiar







Catia, infelizmente sua escrita é cansativa,enfadonha mesmo fiquei um longo tempo sem acompanhar essa trama e quando retornei a leitura da mesma percebo que quase nada havia mudado, vc mescla linguagem culta com a coloquial o que torna mais ainda cansativa e o fim da trama mais distante, complicadae enrolada. como leitora devo dar minha opinião, não gostei da forma no desenrolar dessa trama.
Cátia…
Como sempre você arrebenta!
Uma escritora de mão cheia… Se gostei???
AMANDO COMO SEMPRE… SEMPREEEEE!
Continue, pois a cada palavra eu me prendo mais e almejo um final mais que feliz!
De coração!
Beijos
Catia!!!
E o viver de amor prevalecerá!!! Amei esse capítulo… continuo torcendo por esse amor lindo, gostoso e que, apesar dos trancos e barrancos, será sempre AMOR!!!
Beijos!!!!
Hey Catita, mocinha linda!
Sempre muito bom ler teus escritos… E as expectativas se renovam a cada capítulo!
SHOW!
Bitocas… avassaladoras!
Cátia, querida!
Adoro ler seus textos, pois eles sempre vêm carregados de uma emoção única!
E esse capítulo está repleto de um montão delas: tristeza, alegria, esperança, amor, solidão, aconchego… Só você mesmo para conseguir juntar tudo isso!!
Parabéns, de todo coração… e estou com saudade!
Acredito num final feliz!!
Beijo carinhoso!
Cátia
Você sempre maravilhosa, me deixando sempre sem folego com seus contos apaixonantes.
Tava com saudades
BEIJOS MINHA ESCRITORA FAVORITA
Amigos que aqui se aportam e seguem o revelação agradeço a presença e o carinho das suas palavras de incentivo e estimulo. Curtam mais este capitulo e dêem sua opinião!
beijos