
Caras leitoras e leitores, finalizei mais um romance e hoje volto para um bate-papo agradável e, claro, reflexivo!
Primeiro, gostaria de parabenizar nosso portal “Uma Combinação Perfeita”, que tem combinado com colunistas formidáveis! Aqui, temos de tudo: romances, crônicas, informações políticas, históricas, sexuais e sociais, dados estatísticos, poesias, histórias romanceadas e muito mais! Portanto, não sumam e indiquem o site, pois vocês são importantes e fazem deste espaço uma realidade boa construída a cada dia.
Estava pensando em como os gays têm se tornado um assunto popular no Brasil, não acham? O que será que está acontecendo? Chegou a nossa vez, a sociedade tem ficado mais esclarecida ou, finalmente, o grito de muitos, que vem ocorrendo há décadas, está tendo efeito agora? Acredito que vocês saibam que a Parada Gay de São Paulo é a maior do mundo, batendo o recorde de 3 milhões de pessoas – maior até que a da Califórnia, nos EUA, que tem 1 milhão de participantes.
E, agora, temos a liberdade de nos casar, adotar filhos e colocar nossos nomes neles. Se observarmos, em menos de dez anos, um universo de conquistas aconteceu no mundo social e político do homossexual. É claro que digo isso lembrando que foram conquistas advindas de lutas bem antigas e sofridas para muitos. Mas o que sei – e tenho ficado atenta em ler o que é publicado – é que esse assunto tem revirado nossa sociedade. Sabemos que o preconceito ainda existe, que muitos não concordam, mas sabemos também que o racismo é proibido e, até hoje, vemos casos acontecendo… Por quê? Porque há pessoas e pessoas.
Mas quero ser otimista e acreditar que as coisas estão mudando. É só ouvirmos histórias de pessoas que relatam sua revelação sexual e de como a família se manifestou de uma maneira diferente da que ocorreria há dez, vinte anos, com uma tia, um irmão mais velho, um primo ou uma amiga, que seriam discriminados, rejeitados e considerados doentes mentais. Sim, não esqueci que ainda hoje isso pode existir em outras famílias, no século em que o casamento gay foi permitido, mas como eu disse sobre pessoas e pessoas, há também famílias e famílias.
O que desejo com esse bate-papo é enfatizar que a maior dificuldade é a que carregamos dentro de nós. Esse é o maior preconceito. Não se aceitar e achar que tem algum problema a ser curado ou resolvido. Acreditar que não seremos aceitos ou que não valemos nada. Sei que cada um, em seu mundo intimo, já passou por muitas incertezas e dificuldades, e nem sempre tudo foi um mar de rosas. Mas a maioria de nós deu a volta por cima, se descobriu um ser maravilhoso e cheio de oportunidades e o mais belo: amamos diferente, assim como um monte de coisas são diferentes na sociedade e dentro de nós.
A revista Brasileiros do mês de junho deste ano, número 47, teve o titulo Diversidade – ARMÁRIO: dentro, fora ou longe, o que importa é o respeito às diferenças. Foram publicadas várias matérias com essa temática, que estão incríveis e têm relatos de vida fantásticos! Vale a pena procurar e ler a revista. Espero que vocês estejam atentos e falo com nossos leitores heterossexuais também, pois esse é um assunto que toca a nós todos. A qualquer hora, podemos ser convidados pela vida a auxiliar alguém ou até um familiar!

Deixo aqui o meu abraço, agradecendo a todos pelo bate-papo agradável.
Deus os abençoe e até a próxima quinzena!
Cátia Aguiar







Catita, querida!
Como é bom te ler, seja em prosa, conto ou poesia… Adoro sempre, porque as suas colocações são brilhantes, o tempo todo!! De coração!
E esse texto cai como uma luva nos dias que vivemos hoje… Dias de intolerância, de preconceito e, ainda, muita luta pelos direitos humanos – pela mínima dignidade que toda pessoa merece.
Levanto a sua bandeira e acho importante a gente discutir isso sempre, pois o ser humano é semelhante, justamente, em suas diferenças!
Perfeito!
Um beijo e parabéns!