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Chegou como se conhecesse cada espaço do meu corpo, assim, como se conhece os espaços de uma casa. Chegou sem pedir licença, abrindo a porta de vez, e beijando cada detalhe da minha pele. Aproximou-se de mim. Desafiou-me entre beijos, toques e vontades…

Beijava a minha boca docemente, descendo até os seios, sem qualquer dúvida ou medo… tomava-me pra si. Afinal, ela me conhecia, sabia dos meus desejos mais ocultos e, por isso, sem medo, as suas mãos passeavam em mim num toque suave e sedento de paixão.

A minha pele reconhecia cada toque num arrepiar de ponta de dedos, e, ponta de língua…

Eu te desafiei com todas as minhas defesas. Você, em momento algum, hesitou. Aliás, procurou, provocou e conheceu cada detalhe da minha pele que secretamente suplicava por ti. A sua procura era insistente e tinha uma provocação sutil num querer sedutor. Aproximava-se de mim como a lua se aproxima das marés, como as palavras se aproximam do papel e como o beijo se aproxima da pele…

Era uma troca, uma descoberta a portas abertas… E eu nem percebia! Mesmo sem querer, deixei-me aberta, esquecida, pronta para ser desvendada com um único olhar.

Perdi num tempo imperfeito de vontades ocultas…

Você entrou pelas portas dos meus anseios, sem pedir licença, o espaço era seu, não precisava dessas formalidades.  Desafiou-me com um olhar e depositou em minha boca as suas palavras doces, com sabor de cereja fresca.

Era uma entrega gota a gota. Esqueci os espaços lá fora e me fiz sua. Permiti que o meu corpo entregasse ao seu.

O relógio parou a nosso favor.

Dois corpos desnudos, que se conhecia em luas cheias de fogo saltando do mar. Pertencíamos mutuamente uma a outra naquele suor de beijos e prazer. O aroma dos nossos corpos fundia-se numa eterna entrega buscando uma a outra.

O tempo de espera fora longo demais. Havia magia naquele encontro…

E, assim, ela aconchegou-se em meu peito num suspiro de prazer: “seu corpo, minha casa. Seus lábios, meus beijos. Quero seu corpo para sempre em mim…” Olhei-a, afaguei-lhe os cabelos, e beijei-a lentamente sentindo cada sabor de um beijo que exalava paixão. Num sorriso sincero, disse-lhe: “eu sempre pertenci a você.”

Esqueceu-se o tempo, contava-se agora nos ponteiros: eterna paixão!

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  • Suzana Martins - 18 de outubro de 2011

    Obrigada Nilson!!!

    Muito bom poder compartilhar letras e versos…

    Beijos no seu coração!!!

  • Suzana Martins - 18 de outubro de 2011

    Ah Joaquim, tens razão!!

    Gota a gota não podemos desperdiçar nada. Os desejos, as vontades, os encontros e os destinos serão sempre aproveitados em momentos eternos.

    Muito obrigada pelo carinho de sempre, poet’amigo!

    beijos no seu coração!!

  • Nilson Barcelli - 16 de outubro de 2011

    O texto é excelente.
    Gostei imenso de o ler.
    Querida amiga Suzana, desejo-te um bom domingo.
    Beijos.

  • Joakim Antonio - 15 de outubro de 2011

    Gota a gota, enche-se a boca de desejos e sorve-se amor.

    Cada gota é preciosa demais para ser desperdiçada.

    Aprecie sem moderação!

    Beijos e uma linda vida!

  • Suzana Martins - 11 de outubro de 2011

    E vivendo na intensidade dos desejos, Celso!

    Beijos

  • Celso Mendes - 11 de outubro de 2011

    Quando o relógio para a favor e eterniza o momento há a certeza de estar se vivendo.

    Beijo, Suzana!

  • Suzana Martins - 11 de outubro de 2011

    Edu, é tudo tão intenso como a paixão que pulsa aqui.

    Beijos lindo

  • Suzana Martins - 11 de outubro de 2011

    obrigada pelo carinho, Paulo.

    Beijos no seu coração!!

  • paulo - 10 de outubro de 2011

    Gosto dos textos da Suzana, ela entrega-se totalmente às palavras, aos versos e às ações.

  • Eduardo Lazaro - 10 de outubro de 2011

    intenso é pouco!

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