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Conta-se que certa vez alguém manteve uma alegria muito grande por ter encontrado outra pessoa que possuía todas as qualidades físicas, morais, intelectuais, de caráter, psicológicas, emocionais, afetivas, que tanto buscava.

O astral em que se encontra escapulia pelos olhos que mais brilhavam que jóia rara quando recebe a luz solar. Nem mesmo os pedidos de “ir devagar” significavam algo, pois não estava indo nem depressa, nem demorando, estava apenas vivendo a esperança de ter se sentido excelentemente bem nem que fosse por algumas horas.

Olhos da cor da natureza em dias de primavera, voz como dos pássaros quando anunciam a chegada de uma chuva, silêncio como dos monges que buscam auto conhecimento ou uma resposta para dar, ou decisão a tomar.

A partir daquele dia, olhos, cabelos, nariz, boca, lábios, dentes, fisionomia e tudo que foi exposto e conversado era de alguém disposto a fazer mais dias felizes, sem prisões, sem compromissos.

Acontece que tudo nesta vida tem escalas, enquanto estamos na conquista, tudo mais deixa de existir, e são três a quatro horas de conversa, aonde deixamos tudo para dedicar aquilo. Mas quando nos sentimos seguros de que a caça está preparada ou que aquilo já não nos interessa tanto, passamos a viver tudo aquilo que sempre fizemos.

E isto é uma das coisas mais importantes que vejo num ser humano, sua vontade acima de qualquer outra coisa, com cautela, que corre o risco de perder, mas com certeza, que dá um empurrãozinho para livrar-se.

Há algumas conversas mais interessantes, atividades melhores e tudo é compreensível.

O eterno? Não é humano!

O infinito? Talvez seja aquilo vivido intensamente seja qual for o tempo cronológico contabilizado.

De qualquer forma, faço aqui uma homenagem a um dia que redondamente mudou meu pensamento, livrou-me das amarras de ter medo de fazer sofrer, e das cadeias do sofrimento por causa de atos e atitudes de outro.

Deixe estar, deixe ficar, deixe acontecer. Tantas quantas vezes se repetir, serão as necessárias e cada uma será bem diferente da outra, pois será única.

Temos que atentar que o que interessa é sentir-se bem, mesmo com tudo o que o novo traz de insegurança ou de vontade de partir.

 

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  • Andy - 23 de março de 2012

    Dulce amei muito !
    Não tenho palavras pra expressar o que senti enquanto lia o texto, confesso que viajei muito em suas palavras realmente necessito de mais de sua inspiração e não demore por favor mais textos. Bjsss Andy

  • Dulce de Melo - 26 de janeiro de 2012

    querida Daniele, obrigada pela apreciação e pelo feed back, sempre é muito importante.
    Claro, teremos muitos textos ainda..
    Beijos.

  • Daniele - 21 de outubro de 2011

    Querida DOCE,
    Amei de novo! Não poderia deixar de comentar… E, ficou… ” Deixe estar, deixe ficar, deixe acontecerecer…”
    Qro mais… Qro mais textos, viu colunissstaaa!?
    Beijinhos doces. Dany

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